Dólar cai após Fed e devolve quase toda alta de segunda-feira

A moeda norte-americana encerrou o dia no patamar mínimo, cotada a R$ 1,7920, em baixa de 2,08%

Agência Estado,

22 de janeiro de 2008 | 16h16

Embora não tenham dissipado as incertezas sobre o futuro da economia americana, os cortes emergenciais de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros - de 4,25% ao ano para 3,5% ao ano - e de redesconto (entre bancos), para 4%, anunciados nesta terça-feira, 22, pelo banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), foram bem recebidos no mercado cambial. A moeda norte-americana encerrou o dia no patamar mínimo, cotada a R$ 1,7920, em baixa de 2,08%.   Veja também:  Fed anuncia corte emergencial em juro dos EUA, para 3,5%  Turbulência nos mercados: entenda o nervosismo de hoje   Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro   Mercados têm reação positiva ao corte do juro nos EUA   Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA       No mercado de juros futuros, as taxas também caíram. Os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) com vencimento em janeiro de 2010 recuaram de 12,99% ontem para 12,91%. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 fechou em 11,97%, de 12,04% ontem. No mercado de ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 3,77%, às 16h45. Neste mercado, além da decisão do Fed, pesa positivamente a alta das ações da Petrobras.   Em Nova York, as bolsas operam no vermelho desde a abertura. O mercado já trabalhava com a possibilidade de que o Federal Reserve viesse a reduzir os juros antes da reunião regular marcada para os dias 29 e 30 de janeiro o que, para alguns profissionais das mesas de operação, pode estar limitando uma reação mais positiva das Bolsas americanas.   A postura do Federal Reserve, assim como o pacote de estímulo fiscal, que, segundo anunciou hoje a Casa Branca, poderá injetar mais recursos do que os inicialmente previstos (US$ 130 bilhões a US$ 150 bilhões), apesar de vistos como fundamentais, não devem impedir que a economia americana entre em recessão, dizem analistas.   Há que se considerar a defasagem de meses até que o afrouxamento monetário surta efeito e o período de negociação, que pode não ser fácil, das medidas fiscais no Congresso americano. Além disso, a situação das instituições financeiras após a crise do subprime (crédito imobiliário com risco de calote) parece ser pior do que se imaginava.   Dessa maneira, o mercado segue apostando em mais queda no juro dos EUA. No Brasil, começa hoje a primeira parte da reunião do Copom e o quadro de apostas para a manutenção da Selic em 11,25% não teve alterações.

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