Dólar cai após Selic, mas ajustes e Wall St freiam baixa

A alta do juro e o ingresso dedivisas fizeram o dólar cair nesta quinta-feira pelo quarto diaseguido, mas a queda foi limitada pela fraqueza dos mercadosinternacionais e por ajustes após a longa sequência dedesvalorização. A moeda norte-americana caiu 0,36 por cento, para 1,658real. É a menor cotação de fechamento desde 14 de maio de 1999,poucos meses após a adoção do câmbio flutuante. Na quarta-feira, o Banco Central elevou o juro básico para11,75 por cento ao ano e tornou mais atraentes as aplicações noBrasil --favorecendo a valorização da moeda local. "O mercado já tinha quase certeza que a alta do juro iaexistir. Vindo o teto dessa perspectiva (0,50 ponto percentualde elevação), o dólar confirmou o movimento e (o mercado) seanimou na venda", disse Renato Schoemberger, operador da AlpesCorretora. Mas a própria perspectiva de aumento do juro já vinhasurtindo efeito sobre o dólar desde o começo do mês. Nas 13sessões de abril, o dólar subiu em apenas uma. Por isso, aqueda foi relativamente pequena. "Houve um pouco de realização(de lucros) de quem já vem vendendo (dólares)", acrescentou. Analistas consultados pela Reuters durante a sessãoavaliaram que a alta da Selic, esperada pelo mercado, teve seuefeito diluído nas últimas semanas. [nN17461773] Schoemberger citou também a apatia das bolsasnorte-americanas como um freio para a queda do dólar. "Se láfora melhorasse, (o dólar) poderia cair mais." Na metade da sessão, o Banco Central realizou um leilão decompra de dólares, com taxa de corte a 1,6597 real e ao menosquatro propostas aceitas, segundo operadores.

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