Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar cai e fecha no menor nível desde outubro

Moeda norte-americana recuou para R$ 3,1494 em meio à percepção de que o BC dos EUA não deve elevar os juros mais do que o esperado

Reuters

27 de janeiro de 2017 | 17h47

O dólar caiu nesta sexta-feira, 27, retornando ao patamar de três meses atrás, após dados mais fracos sobre a economia norte-americana suavizarem um pouco as apostas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar os juros mais do que o esperado. A moeda terminou com queda de 0,83%, a R$ 3,1494, menor nível desde o dia 26 outubro, quando marcou R$ 3,1433. Em janeiro, a moeda americana acumula perda de 3,16%

O viés de baixa da moeda norte-americana veio desde cedo, num movimento de ajuste após duas sessões de alguma elevação e diante de expectativas de ingresso de fluxo de recursos por conta de recentes captações de empresas.

A economia norte-americana avançou 1,9% no quarto trimestre de 2016, abaixo dos 2,2% apurado em pesquisa Reuters e bem menor do que a alta de 3,5% do terceiro trimestre. O desempenho foi prejudicado pelas exportações de soja, mas os gastos estáveis do consumidor e o aumento do investimento empresarial sugerem que a economia continuará a crescer.

Com o dado mais fraco, a pressão na inflação tende a diminuir, reduzindo apostas de que o Fed possa elevar os juros ainda mais. Este cenário de mais juros começou a ser desenhado com a vitória de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, com temores de que sua política econômica seja inflacionária, o que poderia levar o Fed a elevar mais os juros locais, atraindo para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar voltou a exibir leve alta, depois de ter caído, ante uma cesta de moedas logo após os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Sobre outras moedas de países emergentes, o dólar cedeu neste pregão, como frente ao peso mexicano.

Internamente, a possibilidade de ingressos de recursos seguiu no horizonte dos investidores, com a janela de captações aberta às empresas brasileiras, contribuindo para a manutenção do viés de baixa da moeda norte-americana.

Neste mês, um dos destaques foi a Petrobrás, que lançou no mercado internacional US$ 4 bilhões em bônus em duas parcelas

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente o lote de até 15 mil swaps tradicionais - equivalente à venda futura de dólares - para rolagem dos vencimentos dos contratos em fevereiro.

Com este leilão, o BC já vendeu o equivalente a US$ 5,7 bilhões para rolar o total de US$ 6,431 bilhões que vence em fevereiro.

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