Dólar cai frente ao euro e ao iene

O dólar caiu frente ao euro e ao iene, pressionado pelas decisões de dois BCs e respectivos indicadores relacionados a esses movimentos. Um dia depois de o Federal Reserve ter reduzido as taxas de juro básicas norte-americanas, o BC Europeu decidiu manter as taxas de juro da zona do euro inalteradas. O presidente do banco, Win Duisenberg, disse que apesar da desaceleração nos EUA, que poderá conter o crescimento global, os fundamentos da zona do euro parecem "amplamente favoráveis". As companhias de seguro de vida e os fundos de investimento trust do Japão parece que chegaram à mesma conclusão e foram grandes compradores de euros, de acordo com traders em Tóquio. O euro teve uma breve escalada após a divulgação do índice de atividade industrial da Associação Nacional de Gerentes de Compras (NAPM), que caiu para 41,2 em janeiro - nível mais baixo desde março de 1991. Os demais indicadores norte-americanos divulgados hoje - renda pessoal de dezembro e pedidos de auxílio desemprego - provocaram pequeno impacto no mercado de moedas. "O grande número é o de sexta-feira (dados sobre o desemprego em janeiro)", disse Joe DiGeronimo, do Sumitomo Bank em Nova York. A previsão dos economistas é de um crescimento da taxa de desemprego de 4,0% para 4,1%. Os analistas acreditam que a tendência do dólar é de queda, uma vez que os indicadores econômicos estão menos favoráveis aos EUA e mais positivos para a Europa. O iene, por outro lado, poderá continuar hesitante frente ao dólar por causa das incertezas políticas e econômicas do Japão, o que poderá limitar a queda da moeda norte-americana. "O iene não deverá ter um desempenho superior ao dólar", disse o estrategista de câmbio do Deutsche Bank em Nova York, Tim Moloney. Ele prevê que o dólar poderá alcançar os 120,00 ienes até o final de fevereiro. No fim da tarde em Nova York, o iene estava sendo negociado a 115,62 por dólar, de 116,36 por dólar ontem; o euro era negociado a US$ 0,9397, de US$ 0,9365 ontem. As informações são da Dow Jones.

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