Dólar cai mais de 1%, a R$2,50, por equipe econômica e dados dos EUA

O dólar fechou em queda de mais de 1 por cento nesta quarta-feira, ainda refletindo o bom humor dos investidores com o noticiário sobre a próxima equipe econômica, que será oficialmente anunciada na quinta-feira.

REUTERS

26 de novembro de 2014 | 18h40

Além disso, uma rodada de indicadores econômicos fracos nos Estados Unidos reduziu os temores de alta dos juros na maior economia do mundo.

O dólar recuou 1,17 por cento, a 2,5070 reais na venda, após atingir 2,4960 reais na mínima da sessão, menor nível intradiário desde 3 de novembro. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 950 milhões de dólares.

Investidores estão animados com o esperado anúncio de que Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini comandarão, respectivamente, o Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento e o Banco Central no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A avaliação dos analistas é de que escolha da trinca indica que Dilma reconhece a necessidade de mudança na política econômica.

"O mercado está entusiasmado. Como a confiança melhorou, o investidor acaba desfazendo muitas posições (compradas em dólar) que tinha montado para se resguardar de uma possível decepção", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O mercado quer ver sobretudo sinais de aperto na política fiscal, criticada por ser expansionista e pouco transparente. A expectativa é de que sejam anunciadas medidas nesse sentido em breve, o que pode dar mais fôlego à queda do dólar.

Segundo afirmou à Reuters uma fonte do governo que acompanha a montagem da nova equipe econômica, Levy assumirá o cargo de ministro da Fazenda com a missão de desmontar gradualmente a política anticíclica adotada nos últimos anos. Mas novas medidas não devem ser divulgados na quinta-feira.

Uma rodada de dados fracos sobre a economia norte-americana, incluindo as vendas de novas moradias e pedidos de auxílio-desemprego, contribuíram para que o dólar ampliasse as perdas no início da tarde. Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, deve elevar os juros mais tarde do que o esperado, reduzindo os rendimentos dos Treasuries.

"Parece que a recuperação econômica dos Estados Unidos não está tão forte quanto parecia", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 1,25 mil contratos para 1º de junho e 2,75 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,1 milhões de dólares.

O BC também vendeu nesta sessão a oferta integral de até 14 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de dezembro, equivalentes a 9,831 bilhões de dólares. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 89 por cento do lote total.

(Por Bruno Federowski)

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