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Dólar cai mais de 1% e fecha no menor nível desde novembro

Moeda terminou cotada a R$ 3,21 com a entrada de recursos do exterior e após a divulgação da ata do BC dos EUA

Lucas Hirata, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2017 | 18h59

O dólar ampliou a queda nos minutos finais da sessão e recuou ao menor nível desde novembro. Em baixa desde a abertura, a intensificação do movimento foi atribuída a uma primeira leitura da ata da última reunião do Federal Reserve, na qual os dirigentes destacaram "incerteza considerável" sobre futuras políticas fiscais e econômicas nos Estados Unidos. A moeda fechou a R$ 3,2167 (-1,37%), menor nível desde 8 de novembro, quando registrara R$ 3,1733.

O documento foi visto como menos favorável ao aperto monetário, embora não pudesse ser considerado um sinal de afrouxamento ou mesmo maior lentidão na alta de juros nos Estados Unidos. Entre os destaques, a instituição manteve a expectativa de aumento de gastos fiscais no país, o que pode levar ao aumento da inflação.  

Até então, a queda do dólar era direcionada pela entrada de recursos no País e a expectativa de que o fluxo deve aumentar neste começo de ano. O ambiente no exterior, com alta no preço das commodities, era outro fator que beneficiava o câmbio doméstico. 

Retomando a liquidez mais próxima da habitual, o giro nesse ativo somou US$ 12,377 bilhões. Já no mercado à vista, os negócios totalizaram US$ 1,433 bilhão. 

Bolsa. A Bovespa teve um pregão morno, principalmente no período da tarde, quando as oscilações foram bastante contidas. Depois da disparada de 3,73% na véspera, as ações hoje devolveram parte desses ganhos, levando o índice a uma baixa de 0,36%, aos 61.589,05 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,14 bilhões, significativamente abaixo dos R$ 7,45 bilhões movimentados na sessão anterior.

"A Bovespa não teve o mesmo ânimo de ontem, influenciada por um cenário externo mais fraco. Mas o mercado se segurou bastante, uma vez que ainda houve algum ingresso de recursos externos", disse Luiz Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

As ações da Vale estiveram entre as quedas mais significativas do pregão, depois de terem subido mais de 4% na véspera. Hoje os papéis recuaram 1,80% (ON) e 1,91% (PNA), num movimento atribuído principalmente à realização de lucros, que contou com a influência da queda de 0,3% do minério de ferro no mercado à vista chinês. 

Já as os papéis da Petrobrás mostraram alguma volatilidade, refletindo movimentos de realização de lucros, simultaneamente à manutenção da atratividade. Essa atratividade foi apoiada pela firme alta dos preços do petróleo à tarde e pela expectativa de reajuste dos preços da gasolina. Ao final dos negócios, Petrobras PN ficou estável, enquanto as ações ordinárias da estatal recuaram 1,19%.

O enfraquecimento do dólar, pelo segundo dia consecutivo, mais uma vez pesou sobre as ações de empresas com receita em moeda estrangeira. Klabin Unit (-3,71%), Suzano PNA (-2,57%) e Fibria ON (-2,40%) estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa. Já Usiminas PNA foi a maior alta do índice (+6,06%), em repercussão a notícias apuradas pelo Broadcast sobre reajuste de preços. Nos três primeiros pregões de 2017, o Ibovespa acumula alta de 2,26%. 

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