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Dólar cai mais de 2% e volta a ser cotado abaixo de R$1,8

O dólar quebrou uma série de altas erecuou mais de 2 por cento nesta quarta-feira, aproveitando amenor aversão ao risco no exterior e o interesse deestrangeiros nas ações da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)para fechar abaixo de 1,80 real. A moeda norte-americana terminou em baixa de 2,34 porcento, a 1,794 real. Desconsiderando o feriado da ConsciênciaNegra, quando os negócios em São Paulo e Rio de Janeiro ficaramparados, foi a primeira queda após sete dias de alta. O dia foi favorecido pela forte recuperação das bolsasinternacionais. Em Wall Street, os principais índices subiammais de 2 por cento à tarde, enquanto o principal índice daBolsa de Valores de São Paulo saltava 3,7 por cento. Declarações do vice-chairman do Federal Reserve, DonaldKohn, foram o principal combustível para a melhora no humorexterno. Sua defesa de uma política monetária mais flexível foiinterpretada pelo mercado como um sinal de corte do juronorte-americano na próxima reunião do Fed, em dezembro. O ambiente mais favorável --no final da tarde, o risco-paíscaía 16 pontos-básicos-- contribuiu para que os estrangeirosinterrompessem o movimento de ajuste no mercado futuro queimpulsionou o dólar nas últimas duas semanas. O ajuste recente teve repercussão especial em um mercadocom fluxo de câmbio que, apesar de positivo, foi mais fraco queo visto recentemente. De acordo com dados do Banco Central, opaís registrava 3,757 bilhões de dólares em entradas líquidasno mês até segunda-feira --desse montante, porém, 3,148 bilhõesjá eram contabilizados até dia 16. Assim, mesmo com a entrada efetiva de moeda, pesou mais nomercado durante esse período a redução de cerca de 6 bilhões dedólares das posições vendidas dos estrangeiros no mercadofuturo. Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, afirmouque, como os bancos precisavam comprar dólares no mercado àvista para equilibrar as vendas que faziam no futuro aosestrangeiros, houve uma pressão forte sobre a taxa de câmbio. "(Mas) dados concretos sinalizam que essa fase estárelativamente superada", acrescentou. "Não está descartado (odólar) fechar o ano a 1,75 real." Outro fator que derrubou o dólar foi a proximidade daoferta pública inicial de ações (IPO) da BM&F. A operação, aexemplo da abertura de capital da Bovespa em outubro, devepressionar pela queda do dólar com a participação deinvestidores estrangeiros. No final da sessão, o Banco Central comprou dólares nomercado à vista e aceitou, segundo operadores, ao menos trêsdas propostas divulgadas. A taxa de corte foi de 1,7945 real. (Edição de Daniela Machado)

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