Dólar cai, mas respeita piso de R$ 1,90 com apatia externa

Moeda norte-americana termina o dia com baixa de 0,37%, vendida a R$ 1,905

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

O dólar ensaiou cair abaixo de R$ 1,90 nesta segunda-feira, 18, com o fluxo cambial positivo, mas a falta de tendência no cenário externo enfraqueceu a queda e determinou uma baixa apenas moderada da moeda norte-americana nesta sessão. A divisa encerrou com baixa de 0,37%, vendida a R$ 1,905, após mínima de R$ 1,900 no início da sessão. O dólar não é cotado abaixo de R$ 1,90 desde novembro de 2000. "O mercado (ficou) tranqüilo... sem muita novidade", disse Rodrigo Trotta, responsável pela área de câmbio do Banif/Primus. Ele lembrou ainda que as bolsas de valores dos Estados Unidos operaram perto do zero ao longo de todo o dia, o que contribuiu para a acomodação do dólar após esboçar o rompimento do patamar de R$ 1,90. Ainda assim, o fim da turbulência causado pela alta do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano tem renovado o ânimo dos estrangeiros no mercado doméstico desde a metade da semana passada, o que ajuda a fortalecer o real. De acordo com dados da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), desde quarta-feira os investidores não-residentes aumentaram em cerca de US$ 1,5 bilhão as posições vendidas em dólar - que apostam em queda da cotação da moeda norte-americana. O Banco Central voltou a realizar apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista perto do fechamento da sessão. Na operação, a autoridade monetária definiu corte a R$ 1,905 e aceitou, segundo operadores, entre cinco e nove propostas. A corretora de câmbio NGO afirmou, em relatório, que a perspectiva de quebra de um novo piso para o dólar pode levar o BC a aumentar novamente a intensidade das atuações no mercado. "Entendemos que o dólar tendendo a romper para baixo o piso de R$ 1,90 acarreta desconforto à autoridade (monetária), razão pela qual é possível admitir-se aumento da interferência com leilões de compra física e até a retomada dos leilões de swaps reversos", disse a corretora. O BC não realiza leilões de swap cambial reverso desde 1º de junho, quando o dólar fechou no menor patamar em mais de seis anos - a R$ 1,902. Já Mario Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez, praticamente descartou uma maior presença do BC no mercado. "O BC não tem meta cambial, ele tem meta de inflação e trabalha com o câmbio flutuante. Isso o presidente do BC deixou claro", comentou.

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