Dólar cai monitorando VisaNet e depreciação global

O dólar terminou em baixa ante o real nesta sexta-feira, ainda sob as expectativas com a entrada de recursos no país por conta da oferta de ações da VisaNet.

REUTERS

26 de junho de 2009 | 16h50

A queda da moeda norte-americana em nível global também favoreceu a baixa das cotações do dólar no mercado de câmbio doméstico.

A divisa dos Estados Unidos caiu 0,31 por cento no dia, a 1,940 real na venda, após chegar a avançar 0,26 por cento no meio da sessão. Na semana, o dólar acumulou queda de 1,72 por cento, enquanto no mês o recuo alcança 1,77 por cento.

"O que temos são as perspectivas de ingresso do investimento estrangeiro direcionado à bolsa de São Paulo por conta da (oferta de ações da) VisaNet", avaliou Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo e economista da NGO Corretora de Câmbio.

As ações da Visanet estreiam na Bovespa na segunda-feira e a liquidação da oferta ocorre na quarta-feira. De acordo com informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor total da oferta pública de ações da VisaNet (IPO, na sigla em inglês) é de 8,397 bilhões de reais, referente a 559.813.928 ações.

Nehme explicou que, à espera da entrada de recursos da oferta, os bancos também têm forçado as cotações da moeda dos EUA para baixo com o objetivo de comprarem esses dólares a um preço mais barato.

A VisaNet é a maior administradora de cartões de crédito do país e tem como principal rival a Redecard, que já está listada na BMF Bovespa.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, o recuo do dólar ante o real nesta sessão também foi favorecido pela desvalorização da moeda norte-americana em nível mundial.

No final da tarde, frente a uma cesta com as principais divisas globais, o dólar cedia 0,71 por cento.

Enquanto isso, no front acionário, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo avançava 0,46 por cento, a despeito do mau humor em Wall Street.

Nesta tarde, o Banco Central vendeu todos os 5.640 contratos ofertados em um leilão de swap cambial tradicional. O volume da operação foi de 272,5 milhões de dólares.

O objetivo do leilão era prosseguir com a rolagem de parte dos contratos que expiram em 1o de julho. Os novos contratos vencem em 1o de outubro de 2010 e a taxa linear ficou em 2,740 por cento.

É o terceiro leilão dessa natureza que o BC realiza este mês. Com isso, o volume total de contratos rolados chega a 1,744 bilhão de dólares.

Os swaps tradicionais funcionam como uma venda futura de dólares ao mercado, o qual ganha quando a variação do dólar supera a do juro.

(Reportagem de José de Castro, com reportagem adicional de Cesar Bianconi)

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