Dólar cai na contramão externa com fluxo positivo

Dólar cai na contramão externa com fluxo positivo

Na contramão do comportamento externo, o dólar no mercado doméstico passou o dia em queda ontem. A moeda no balcão encerrou em R$ 1,777, em baixa de 1,28%, a maior perda porcentual desde 26 de fevereiro. A trajetória refletiu a atuação dos bancos para apreciar o real, depois de terem revertido suas posições de comprados para vendidos com a ajuda da maior agressividade do Banco Central nas compras no segmento à vista. A possível entrada de recursos para a oferta de ações da OSX e a perspectiva de fechamento do preço da oferta da Gafisa também teriam contribuído para o declínio na cotação da divisa norte-americana.

Cenário: Taís Fuoco, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2010 | 00h00

A Bovespa fechou no campo positivo, com a valorização dos papéis da Vale se sobrepondo ao recuo nas ações da Petrobrás. Os ganhos da mineradora refletiram a informação de que teria adotado um novo sistema de precificação do minério de ferro, que resultaria num reajuste de até 114%. O desempenho da Bolsa brasileira encontrou respaldo nos índices acionários norte-americanos, que também avançaram. O Ibovespa subiu 0,50%, aos 69.386,72 pontos. No mês até ontem, a alta apurada era de 4,34%, e, no ano, de 1,16%.

Nos juros futuros, os vencimentos até 2012 encerraram estáveis, enquanto os horizontes adiante mostraram leve baixa. O IPCA-15 de março, de 0,55%, veio em linha com a mediana das estimativas, mas trouxe desaceleração dos núcleos, enquanto nos dados de crédito as taxas de juros e os spreads em níveis historicamente baixos foram destaques. A taxa para julho de 2010 ficou em 9,12%; para janeiro de 2011, em 10,28%; para janeiro de 2012, em 11,65%; e para janeiro de 2014, em 12,17%.

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