Dólar cai no dia, mas acumula ganho de 1,90% na semana

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h09

O dólar caiu ante o real ontem, interrompendo cinco sessões de ganhos. A moeda no balcão recuou 0,69%, a R$ 1,8730, após saltar 3,23% no período mencionado, passando de R$ 1,8270 para R$ 1,886 na quinta-feira. Em vários momentos nesses últimos pregões, a divisa dos EUA aproximou-se de R$ 1,90 e, em seguida, desacelerou. Na semana, o dólar spot apurou ganho de 1,90%; em abril sobe 2,52% e, no ano, +0,21%. A valorização ante a moeda brasileira no mês é bem maior do que o avanço em relação ao euro. A moeda única europeia subiu ontem a US$ 1,3222 e registra perda no mês de 0,83%. A forte correção recente do dólar no Brasil responde à piora no cenário externo, a uma mudança de expectativas sobre fluxo cambial para o País, à perspectiva de que o juro básico (a Selic) em 9% ao ano ainda pode ceder mais e aos dez leilões de compra de moeda feitos pelo Banco Central do dia 12 até 4ª feira (18).

Desde quinta-feira da semana passada (dia 12) até a última terça (dia 17), em oito leilões, sendo dois a cada dia, o BC comprou cerca de US$ 3,491 bilhões no mercado. O resultado das duas operações de compra feitas na quarta-feira (18) será conhecido só nesta segunda-feira (23). Já em pouco mais de quatro semanas, as reservas do País cresceram US$ 15,397 bilhões, ou 4,3%, refletindo principalmente os leilões de compra do BC. Desse modo, nos últimos dias 30 dias, as compras de dólares feitas pela autoridade monetária elevaram as reservas ao recorde de US$ 371,107 bilhões. Já o fluxo cambial no mês até o dia 13 foi negativo em US$ 799 milhões. Além disso, a presidente da República, Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vêm reafirmando quase diariamente que o governo não tolerará a valorização do real.

A Bovespa também interrompeu uma sequência de quatro semanas seguidas de queda e acumulou ganho marginal de 0,63% nos últimos cinco pregões, apesar das ligeiras perdas de ontem, quando cedeu 0,20%, aos 62.494,08 pontos, na contramão das bolsas no exterior. Lá fora, os balanços positivos nos EUA e o inesperado avanço da confiança empresarial na Alemanha sustentaram as Bolsas.

No mercado de juros, as taxas ficaram de lado, depois de intensa movimentação desde o começo da sexta-feira em meio a rumores sobre possível mudança no rendimento da caderneta de poupança. Em Washington, porém, o ministro Mantega afirmou que, com juro a 9% ao ano, não há necessidade de se mexer na caderneta de poupança.

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