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Dólar cai para menor nível desde 2000, com otimismo nos EUA

Expectativa de corte do juro nos Estados Unidos leva moeda a queda de 0,68%, fechando cotada a R$ 1,757

Silvio Cascione, da Reuters,

29 de outubro de 2007 | 16h48

A expectativa de um novo corte dos juros nos Estados Unidos reforçou a entrada de recursos no Brasil e determinou nesta segunda-feira, 29, mais uma queda do dólar, que cravou nova mínima em sete anos e meio.  A moeda norte-americana caiu 0,68% e fechou cotada a R$ 1,757. É o menor valor desde 12 de abril de 2000. No ano, o dólar acumula baixa de 17,8%.  O fluxo cambial positivo, que na semana passada foi engrossado pela abertura de capital da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi favorecido nesta sessão pela expectativa de que o Federal Reserve volte a cortar os juros nos Estados Unidos na quarta-feira.  Quando os Estados Unidos reduzem os juros, diminui a remuneração ganha pelos proprietários de títulos do Tesouro norte-americano. Assim, aumenta o interesse dos investidores em ativos mais arriscados e de maior rendimento, como ações e títulos de países emergentes - como o Brasil.  "Um corte tenderá a acentuar o fluxo de capitais estrangeiros na forma de investimentos 'sadios' e 'especulativos' para o Brasil", disse Sidnei Nehme, diretor-executivo e economista da NGO Corretora. "Esta perspectiva fortalece a tendência de depreciação do preço da moeda americana no Brasil".  Esse efeito não ficou restrito ao Brasil, segundo Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista. "No mundo inteiro todas as moedas estão se valorizando perante o dólar", comentou. Nesta sessão, o euro bateu novo recorde, acima de US$ 1,44, e o dólar canadense atingiu o maior valor em 47 anos ante a moeda norte-americana.  Especificamente no mercado brasileiro, Rodrigues lembra que a Bovespa tem sido responsável por um impulso adicional à queda do dólar. "Está entrando muito dinheiro estrangeiro", disse.  Nesta sessão, o Ibovespa cravou novo recorde, acima de 65 mil pontos, e na semana passada o País registrou o maior IPO (oferta pública inicial de ações) da história - da própria Bovespa, com volume de mais de R$ 6 bilhões.  No final da sessão, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operação teve pouco efeito sobre a taxa de câmbio. A autoridade monetária definiu taxa de corte a R$ 1,756 e aceitou, segundo operadores, ao menos sete propostas.

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