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Dólar tem primeira queda semanal ante o real em quase dois meses após payroll mais fraco

No Brasil, além da atividade em ritmo lento, a inflação em níveis baixos em linha com as expectativas - corrobora a perspectiva de que o Banco Central continuará reduzindo a Selic

Luciana Xavier e Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 12h20
Atualizado 06 de setembro de 2019 | 20h25

Após sete semanas consecutivas acumulando altas em relação ao real , o dólar terminou com desvalorização semanal de 1,51% nesta sexta, 6. E tal movimento foi consolidado no pregão desta sexta-feira, 6, quando a divisa norte-americana caiu praticamente no mundo todo e, no Brasil, perdeu 0,73%, a R$ 4,0801 no mercado à vista. 

Tudo isso decorre da leitura de que o enfraquecimento da economia global manterá a onda de afrouxamento monetário ao redor do mundo, incluindo nos Estados Unidos, o que significa mais liquidez e, portanto, incentivo à tomada de risco. No caso norte-americano, a percepção de um corte de 0,25 ponto porcentual do juro básico, pelo Fed, foi consolidada pela criação de vagas abaixo do previsto em agosto, conforme mostrou o payroll conhecido hoje. 

À tarde, os agentes observaram as declarações do presidente do banco central americano, Jerome Powell, que renovou o compromisso de que o banco central usará os instrumentos à disposição para apoiar a economia. 

Bolsa

No Brasil, além da atividade em ritmo lento, a inflação em níveis baixos em linha com as expectativas - corrobora a perspectiva de que o Banco Central continuará reduzindo a Selic. 

A combinação desse quadro com o dólar mais enfraquecido manteve, na curva de juros, a precificação majoritária de que o Copom cortará a taxa básica em 0,50 ponto porcentual, para 5,50%. Essas apostas chegaram a aumentar durante o pregão, quando a moeda dos EUA voltou para a casa de R$ 4,05. Mas a recomposição de algumas posições no câmbio fez os juros futuros terminarem praticamente estáveis. 

O apetite por risco manteve as bolsas norte-americanas em alta durante quase todo o dia, ainda que o Nasdaq, na reta final, tenha perdido força e terminado com leve queda. Mas o Ibovespa conseguiu sustentar ganhos mais expressivos, novamente puxado pelo setor bancário, e registrou alta de 0,68%, a 102.935,43 pontos. Nesta primeira semana de setembro, subiu 1,71%, apagando o recuo de 0,66% anotado em agosto.

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