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Dólar cai pela 3ª vez e vai a R$ 2,21

Moeda caiu diante da expectativa de divulgação de nova pesquisa Ibope; desvalorização acumulada é de 1,73% nas três últimas sessões

Denise Abarca, Agência Estado

22 de julho de 2014 | 17h07

O dólar fechou em baixa pela terceira sessão seguida, amparado principalmente na expectativa pelos números da pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial, a ser divulgada nesta noite. Outros fatores também ajudaram no recuo da moeda, como a trégua na aversão ao risco que prevaleceu no exterior, o IPCA-15 de julho e o núcleo da inflação de junho nos EUA.

A moeda norte-americana fechou com recuo de 0,54%, cotada em R$ 2,211. Na mínima, caiu 0,67%, para R$ 2,2080, perto das 13 horas, e na máxima, subiu 0,40%, a R$ 2,240, logo na abertura. Nas três últimas sessões, acumulou desvalorização de 1,73%. O comportamento ante o real acompanhou também o desempenho ante boa parte das moedas emergentes, como o rand sul africano e o florim húngaro, que subiam 0,85% e 2,11%, respectivamente, às 16h34. No mercado futuro, o vencimento para agosto estava em queda de 0,52%, em R$ 2,2170, às 16h37.

O mercado nutriu a expectativa de que a pesquisa Ibope não só consolide a possibilidade da realização de um segundo turno, como mostre também um quadro de equilíbrio entre as preferências pela presidente Dilma Rousseff e seu principal adversário, o candidato do PSDB, Aécio Neves.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 desacelerou de 0,47% para 0,17% entre junho e julho, taxa que ficou abaixo da mediana das projeções do mercado (0,20%). Nos EUA, o núcleo do índice de preços ao consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em junho ante maio, ante previsão de avanço maior, de 0,2%, dos economistas, o que reforça a percepção de que o juro por lá deve ficar inalterado por um bom tempo.

No exterior, houve uma trégua com as preocupações geopolíticas depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um pedido de investigação internacional independente para a queda do avião da Malaysia Airlines e ao fato de que os separatistas pró-Rússia estão permitindo aos peritos acessar o local da tragédia. Com isso, o mercado acabou relevando as novas sanções contra autoridades consideradas responsáveis pelas ações da Rússia na Ucrânia. Há suspeita de que a aeronave tenha sido abatida por um míssil disparado por rebeldes das forças pró-Rússia que dominam o leste da Ucrânia. Entre as sanções estão a proibição para a concessão de vistos e o congelamento de ativos para mais autoridades.

Também ficou em segundo plano o conflito entre Israel e Palestina. A autoridade de transporte aéreo dos EUA proibiu voos para Tel Aviv por 24 horas, diante da informação de que um foguete teria atingido uma área próxima ao aeroporto Ben Gurion. Com isso, várias companhias aéreas estão cancelando seus voos para Israel.

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