finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Dólar cai pelo 2º dia consecutivo e fecha cotado em R$ 2,22

Pesquisa eleitoral mostrando empate técnico entre Dilma e Aécio em eventual segundo turno trouxe viés de baixa para a moeda

Fabrício de Castro, Agência Estado

21 de julho de 2014 | 17h43

O dólar emplacou nesta segunda-feira, 21, a segunda sessão consecutiva de perdas ante o real, influenciado principalmente por fatores internos. A pesquisa Sensus divulgada no fim de semana, mostrando empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio Neves na disputa presidencial, trouxe um viés de baixa para a moeda americana, assim como os comentários de uma fonte da equipe econômica, na última sexta-feira, de que não se justifica uma mudança "radical" na interpretação do último comunicado do Copom. No fim, o dólar à vista de balcão cedeu 0,31%, para R$ 2,2230. 

Na pesquisa Sensus, Dilma Rousseff oscilou de 32,2% das intenções em junho para 31,6% agora. O candidato Aécio Neves foi de 21,5% para 21,1%. Já Eduardo Campos passou de 7,5% para 7,2%. Nas simulações de segundo turno, no cenário com Aécio Neves, o placar fica em 36,3% para Dilma contra 36,2% para o tucano, tecnicamente empatados. Em junho, Dilma tinha 37,8% das intenções contra 32,7% de Aécio, uma diferença de 5,1 pontos porcentuais.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast também destacaram os comentários, feitos na sexta-feira, por fonte da equipe econômica. Para ela, a evolução da inflação efetiva e da inflação esperada entre as reuniões do Copom de maio e de julho não justifica a mudança radical, por parcela expressiva do mercado, da interpretação dos comunicados idênticos divulgados após as duas reuniões - e, particularmente, da expressão "neste momento" que constou de ambos. Na prática, os comentários dessa fonte foram considerados uma espécie de aviso do Banco Central de que a taxa de juros não tende a voltar a cair tão cedo - como alguns profissionais do mercado interpretaram logo após o comunicado. 

E se a Selic tende a continuar em um patamar mais alto (atualmente, em 11% ao ano), o País continuará atraindo dólares. Daí certa correção de posições nesta segunda-feira. No mercado futuro, a moeda para agosto, que fecha apenas as 18 horas, cedia há pouco 0,27%, para R$ 2,2295. No exterior, o movimento do dólar é misto, com a moeda em alta ante algumas divisas de países emergentes ou exportadores de commodities e em baixa ante outras. 

Tudo o que sabemos sobre:
dolar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.