Dólar cai quase 1% com especulação eleitoral

Moeda norte-americana recuou 0,87% e encerrou cotada a R$ 2,266

Denise Abarca, Agência Estado

26 de agosto de 2014 | 17h28

A terça-feira foi de queda para o dólar ante o real, resultado de uma realização de lucros decorrente da alta registrada nas quatro últimas sessões, de 1,55%. As cotações em níveis atrativos também favoreceram um fluxo positivo de recursos para o Brasil nesta terça-feira. Em meio à correção, o pano de fundo para os negócios continua sendo a corrida eleitoral, sobretudo a expectativa com os números da pesquisa Ibope a ser divulgada após as 18 horas. O mercado trabalha com um cenário de avanço nas intenções de voto da candidata à Presidência Marina Silva (PSB) e de recuo nos números da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT).

O dólar fechou em queda de 0,87%, a R$ 2,2660. Na máxima, logo após a abertura, subiu 0,04%, a R$ 2,2870, e, na mínima, caiu 0,96%, a R$ 2,2640, na reta final dos negócios. O volume financeiro somou US$ 1,439 bilhão, sendo US$ 1,353 bilhão em D+2. No mercado futuro, a moeda para setembro caía 1,03%, a R$ 2,2680, perto das 16h30.

A moeda chegou a registrar alta na abertura, mas rapidamente inverteu o sinal para operar em baixa na medida em que o Banco Central realizava seus leilões de swap cambial. O BC vendeu os lotes integrais ofertados de US$ 197,4 milhões na primeira operação e de US$ 494,7 milhões na rolagem do vencimento de swap de setembro. À tarde, a moeda passou a renovar as mínimas, diante do fluxo positivo de exportadores e das especulações com a eleição.

Como o resultado do Ibope será divulgado com o mercado já fechado, em tese a reação deve ficar somente para amanhã. Contudo, especulações dão conta de uma melhora expressiva do posicionamento de Marina Silva, capaz de não somente levá-la a um segundo turno contra Dilma, como até de vencer a eleição. Nesta manhã, uma pesquisa Ibope regional feita no Paraná e contratada pela RPC TV, afiliada da Rede Globo, mostrou que os três principais candidatos à Presidência aparecem em situação de empate técnico no Estado. Nessa sondagem, Marina Silva apareceu com 29% das intenções de voto, Dilma Rousseff com 28% e Aécio Neves (PSDB) tem 24%. A margem de erro da pesquisa, a primeira feita pelo instituto no Estado depois do registro das candidaturas, é de 3 pontos porcentuais.

No exterior, o dólar operou sem direção única ante as demais moedas. Os indicadores norte-americanos divulgados pela manhã apontaram para um fortalecimento da economia, mas não tiveram uma influência muito clara no mercado de moedas. O índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board subiu para 92,4 em agosto, de 90,3 em julho, acima das previsões, de 88,5. Já as novas encomendas de bens duráveis nos EUA saltaram 22,6% em julho ante junho, bem acima das expectativas de 7,5%.

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