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Dólar cai quase 2%, com leilões do BC e bom humor externo

Moeda norte-americana fecha cotada a R$ 2,430; Bovespa sobe na expectativa de ajuda às montadoras e Copom

Jenifer Corrêa, da Reuters,

10 de dezembro de 2008 | 16h54

O dólar encerrou a quarta-feira em queda de quase 2% frente ao real, seguindo o otimismo dos mercados acionários globais e após atuações do Banco Central. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,430, em baixa de 1,70%, após ter chegado a subir mais de 1% durante a manhã.  Veja também:BC decide juros em meio a dilema entre inflação e recessãoDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   "Na parte da tarde, o mercado (de câmbio) veio acompanhando as bolsas se valorizando lá fora, com os avanços do plano de resgate das montadoras (dos Estados Unidos)", observou Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.  Após o anúncio de que a Casa Branca e líderes do Congresso dos EUA chegaram a um acordo preliminar sobre o pacote de resgate ao setor automotivo, as bolsas de valores norte-americanas subiam e eram acompanhadas pelo principal indicador da Bovespa.  Nobrega lembrou que os investidores esperam a decisão sobre a taxa de juro brasileira, que será divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) ainda nesta quarta-feira.  Especialmente na parte da manhã, o dólar operou com forte volatilidade, potencializada por um baixo volume de negócios. Com pressões do mercado futuro e fluxo de saída apontado por operadores, a moeda norte-americana encontrou espaço para subir.  Nesse contexto, o Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares no mercado à vista e vendeu cerca de US$ 3 bilhões em um leilão de swap cambial tradicional para rolagem de contratos que expiram no início de janeiro.  O BC também anunciou uma nova pesquisa de demanda para medir as condições de mercado para um eventual leilão de swaps na quinta-feira, dando seqüência à rolagem.  Ainda nesta sessão, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial do país ficou positivo em 7 milhões de dólares nos cinco primeiros dias úteis de dezembro, após uma série de leituras negativas. Em novembro, foi registrada saída líquida de 7,159 bilhões de dólares, a maior desde janeiro de 1999. Bolsas No mercado de ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subia 2,76% às 16h52, aos 39.017 pontos. No curto prazo, a expectativa de aprovação pelo Congresso norte-americano do plano de resgate das montadoras anima os investidores. O texto do projeto, que deve conceder US$ 15 bilhões em empréstimos às fabricantes de automóveis, deve ser votado ainda hoje pela Câmara dos EUA.  Os papéis das empresas ligados às commodities, que mais se beneficiam da provável aprovação da ajuda às montadoras, lideram com folga a lista de altas do Ibovespa, com ganhos entre 7% e 8%. No caso da Petrobras, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) registravam ganho de 6,36% e as ordinárias (ON, com direito a voto) subiam 5,95%. Nos Estados Unidos, as bolsas também operam em alta. Às 16h30, o índice Dow Jones subia 1,03%. Na Nasdaq, a alta era de 1,29%. O dado sobre queda de 7,1% nos pedidos semanais de hipotecas na semana terminada em 5 de dezembro, depois da alta de 112,1% na semana anterior, foi um sinal reconfortante para os investidores. Os investidores na Bovespa aguardam também a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, que sai no início da noite. O consenso aponta para estabilidade na taxa Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. Qualquer resultado diferente disso deverá provocar um ajuste nos preços dos ativos amanhã. Na Europa, as principais bolsas européias terminaram em alta, em sua maioria, acompanhando o movimento do mercado de ações norte-americano e na expectativa de progressos em relação a um pacote de auxílio às montadoras dos EUA, segundo traders. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, foi uma das poucas exceções, caindo 13,98 pontos (0,32%), para 4.367,28 pontos, devido às declarações do ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, de que o cenário econômico estava cercada de incertezas.  Em Paris, o índice CAC-40 avançou 22,51 pontos (0,68%) e fechou com 3.320,31 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 25,77 pontos (0,54%) e fechou com 4.804,88 pontos.

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