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Dólar causa perda de R$ 30 bi ao BC

Desvalorização de 9,9% da moeda no período reduziu o valor dos ativos do Banco Central, como as reservas

Adriana Fernandes, , Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2030 | 00h00

O Banco Central (BC) fechou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 30,3 bilhões, dos quais R$ 29,21 bilhões foram causados pela desvalorização de 9,9% do dólar ante o real. O balanço do BC foi aprovado ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).A queda do dólar reduziu o valor dos ativos do BC vinculados à moeda, como as reservas internacionais. Também provocou perdas nos contratos de swap cambial, nos quais o governo paga juros ao investidor e, em troca, recebe a variação do dólar, que foi negativa no período. Esse prejuízo é 135,43% maior que os R$ 12,87 bilhões do primeiro semestre de 2006.O diretor de administração do BC, Gustavo do Vale, dissociou o prejuízo do custo das reservas. ''''A política de acúmulo de reservas é o que dá segurança à economia contra choques externos. Esse valor (do prejuízo) não quer dizer que seja o custo de manutenção das reservas. Não estamos explicitando esse custo'''', disse ele.Segundo Vale, a parcela do resultado influenciada pela variação cambial deve ser avaliada no contexto da política do governo de reduzir a exposição do setor público aos movimentos no câmbio. Ele lembrou que, se por um lado o impacto é negativo no BC, que carrega as reservas, por outro lado o Tesouro Nacional tem benefícios porque é detentor dos passivos cambiais decorrentes da dívida externa pública.O prejuízo do primeiro semestre será coberto pelo Tesouro até o décimo dia útil de janeiro de 2008, com a transferência de títulos públicos para a carteira do BC.SEGURANÇA BANCÁRIAO CMN decidiu que, a partir de 1º de julho de 2008, os bancos obedecerão a novas exigências de capital para cobrir riscos de exposição a ações, commodities e operacionais, que se somam às coberturas já existentes o câmbio, ouro e juros.Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Amaro Gomes, as novas exigências atendem a normas internacionais para a determinação do patrimônio das instituições, chamadas de Basiléia II. Ele explicou que as alterações não têm ''''nada a ver'''' com a atual turbulência.

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