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Dólar chega a R$ 2,7060 mesmo com apoio do FMI

As incertezas dos investidores em relação à condução da política fiscal, mais precisamente à rolagem da dívida no governo futuro, estão elevando a demanda por dólar, o qual atingiu as cotações máximas do ano nos últimos dias. Logo na abertura de hoje, a alta verificada era de 1,32%, com o dólar valendo R$ 2,6950. Além disso, com o vencimento de compromissos externos da ordem de US$ 2 bilhões, a demanda ainda poderá ser ainda maior.No entanto, as duas maiores autoridades aos olhos do mercado brasileiro pronunciaram-se a favor da economia nacional. No âmbito internacional, as declarações vieram do Fundo Monetário Internacional (FMI), que elogiou publicamente não só a economia, mas também a solidez das instituições, acrescentando que nenhum dos candidatos à presidência poderá mudar isso, se sair vencedor. Internamente, as palavras vieram do ministro da Fazenda, Pedro Malan, que tem sido o grande administrador de crises na era pós-real. O comandante da economia brasileira afirmou que o governo tem instrumentos eficientes para controlar a crise.Para os especialistas do mercado, o instrumento que acalmaria os investidores, no momento, seria a atuação direta do Banco Central no mercado à vista de dólar. "Não adianta oferecer títulos cambiais pois o nervosismo do mercado é em relação ao pagamento da dívida", disse um operador. No entanto, admitem alguns profissionais que haja também a especulação.Embora, até o momento, o mercado não tenha mostrado nenhum sinal de que levou as afirmações do FMI e de Malan a sério, alguns profissionais acreditam que nas próximas horas, o mercado assumirá uma postura mais cautelosa. Eles dizem que o dólar subiu muito e se os investidores acreditarem que o BC agirá agressivamente, o mercado pode ficar menos nervoso. "O BC tem que olhar o mercado, avaliar exatamente onde há necessidade de intervenção e fazê-la o quanto antes", diz o diretor de uma instituição".Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,6800, com alta de 0,75% em relação aos últimos negócios de ontem, mas chegou à máxima de R$ 2,7060. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 20,000% ao ano, frente a 19,820% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,30%.

Agencia Estado,

07 de junho de 2002 | 10h27

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