Dólar chega a R$ 3,00 e risco Brasil bate em 696 pontos

Às 11h46, o dólar comercial atingiu a cotação de R$ 3,0000, o patamar máximo do dia, em alta de 1,52% em relação aos últimos negócios de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9730 e oscilou até a mínima de R$ 2,9690. O risco Brasil ? taxa que mede a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país ? chegou a 696 pontos. Quanto maior essa taxa, menor a confiança dos investidores no País. O risco em 696 pontos significa que o investidor pede um prêmio de 6,96 pontos porcentuais acima dos juros dos títulos norte-americanos, considerados sem risco.O mercado cambial é afetado por uma combinação de fatores externos e internos, mas o principal é ainda o cenário externo ? perspectiva de alta dos juros norte-americanos e a alta do preço do petróleo. Juros mais altos nos EUA dificultam a atividade econômica em todo o mundo e tiram a atratividade de investimentos em países emergentes. Já a alta do petróleo, além de aumentar o risco de um aumento de combustíveis no Brasil, traz preocupações adicionais sobre pressões inflacionárias ou de desaceleração econômica nos EUA e demais países ricos.No cenário interno, os investidores reagem mal às duas derrotas políticas do governo ontem no Congresso - na MP dos bingos e na instalação da comissão do salário mínimo. Pegou mal sobretudo os detalhes das derrotas. No caso dos bingos, por exemplo, preocupa especialmente o fato de o governo não ter contado com o voto de membros da sua base (só do PT, 4 senadores faltaram), além de correlegionários de aliados de peso, como Sarney e ACM.No caso do mínimo, o receio aumenta diante da evidência de que dois oposicionistas, um do PSDB (Tasso) e outro do PFL (Rodrigo Maia), comandarão a comissão, que tem como principal petista representante justamente Paulo Paim, que tem no aumento do mínimo sua bandeira.

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