Dólar começa o dia em alta

Os mercados começam o dia à espera de definições sobre os próximos passos na guerra travada entre os Estados Unidos e os grupos terroristas. As últimas informações sobre este assunto demonstram que, além de um possível conflito militar, os norte-americanos pretendem adotar outras ações, como o congelamento de recursos de pessoas ligadas ao terrorismo. Além disso, os EUA vêm ampliando a lista de países e grupos aliados neste combate. Ontem foi a vez do Vaticano (mais informações no link abaixo).No Brasil, a forte necessidade de dólares para cobrir o déficit das contas externas no próximo ano - cerca de US$ 50 bilhões - e as incertezas em relação ao ritmo da atividade econômica mundial ainda deixam os investidores cautelosos. O reflexo disso é a forte valorização do dólar frente ao real que, no acumulado do ano, até ontem, está em 38,76%. Nesta semana, devido à agressiva atuação do Banco Central (BC), as cotações têm se mantido mais estáveis. Mas, a qualquer fato novo negativo, podem voltar a subir com força. Na abertura dos negócios hoje, o dólar foi vendido a R$ 2,7200 e há pouco estava cotado a R$ 2,7250, com alta de 0,37% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,438% ao ano, frente a 24,520% ao ano ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 1,58%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones - que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com queda de 0,49%. A Nasdaq - bolsa que negocia papéis de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra queda de 0,47%.Contas externasOntem, após a divulgação dos dados referentes ao balanço de pagamentos do Brasil relativo ao mês de agosto, o governo revisou sua perspectiva para o déficit em transações correntes para este ano de US$ 26 bilhões para US$ 24 bilhões. Além disso, o governo também está confiante em uma melhora dos números referentes à balança comercial e prevê um superávit - exportações maiores que importações - de US$ 5 bilhões no ano que vem. Nas mesas de operações dos bancos, segundo apurou a editora Cristina Canas, a repercussão desta notícia sobre a perspectiva para as cotações do dólar tem impacto limitado. O diretor de um grande banco informou que a melhora verificada é importante, mas ressaltou que os resultados da balança comercial só vão alterar a trajetória da cotação do dólar quando mostrarem que o País poderá contar com eles para fechar suas contas externas. "Isso só ocorrerá quando o superávit atingir US$ 10 bilhões ou US$ 15 bilhões", disse a fonte à editora.

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