Dólar começa o dia em alta

O dólar comercial iniciou o dia em alta, cotado a R$ 3,0350 na ponta de venda dos negócios. Às 10h, a moeda norte-americana está no patamar máximo do dia, vendida a R$ 3,0420, em alta de 0,60% em relação às últimas operações de ontem. Clique aqui para acompanhar a cotação do dólar. Ontem foi feriado nos EUA e a liquidez do mercado cambial (volume de negócios) ficou comprometida. Boa parte das operações foi adiada para hoje. Os analistas estão atentos a duas variáveis nesta terça-feira: o comportamento do preço do petróleo e a variação do risco Brasil ? taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país.Em relação ao petróleo, continua a preocupação com a interrupção do transporte de petróleo entre o norte e o sul do Iraque. O fato é que, no final de semana, houve um atentado a oleodutos iraquianos, mas como o mercado financeiro nos Estados Unidos estava fechado onte, a reação dos investidores norte-americanos deve aparecer hoje, o que influenciará os mercados no Brasil.Ontem, o valor do barril do petróleo subiu forte em Londres e, hoje, mantém essa trajetória não só no principal mercado europeu (alta de 1,63% às 10h), mas também em Nova York (alta de 0,84%). E, com a elevação, os preços voltam a buscar o nível dos US$ 40. Por volta das 10h, o preço do petróleo em Nova York estava em US$ 39,27. Isso deixa os mercados internacionais tensos, nesta manhã.CaptaçõesJá a trajetória do risco Brasil é fundamental para que se realizem novas captações de empresas brasileiras no exterior. Depois que o Federal Reserve (banco central dos EUA) corroborou as expectativas de alta moderada no juros dos EUA (de 1% ao ano para 1,25% ao ano) e sinalizou que o aperto monetário da maior economia do planeta será gradual, cresceram as perspectivas de que o volume de emissões de empresas no exterior voltará a aumentar.Com o fechamento do risco País em 623 pontos na sexta-feira, o entusiasmo em torno dessa idéia ficou maior. Ontem, criou-se, inclusive, a idéia de que, se o risco se mantiver nesse nível, ou recuar ainda mais, a também a União poderá voltar a captar recursos no exterior. Tais captações elevam o volume de moeda norte-americana no mercado interno e tendem a aumentar a depreciação do dólar frente ao real.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.