Dólar começa o dia em queda e Bolsa sobe

O clima de otimismo no mercado financeiro vem tomando consistência gradativamente. Os investidores permanecem atentos aos rumos da economia argentina, ao ritmo da atividade econômica norte-americana e ao desenrolar dos conflitos na Ásia Central. Mas, sem fatos novos que possam provocar reações nos mercados, a tranqüilidade predomina.O dólar comercial começou o dia em queda. Às 11h15, estava cotado a R$ 2,5160 na ponta de venda dos negócios, com baixa de 0,71% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,68%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,130% ao ano, frente a 20,250% ao ano ontem.Ontem foi feriado nos Estados Unidos e os mercados reabrem hoje, mas com fechamento mais cedo. As bolsas norte-americanas encerram os negócios às 16h (horário de Brasília) e não se espera a divulgação de nenhum dado econômico importante. A retomada da atividade econômica dos Estados Unidos ainda é um dos motivos de preocupação para os investidores, dado que o cenário mais otimista para o Brasil em 2002 depende desta recuperação. Os analistas acreditam que a economia dos EUA deve voltar a crescer no primeiro semestre do próximo ano, mas os números econômicos do país ainda revelam um desaquecimento forte. No dia 11 de dezembro, o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) realiza uma nova reunião para reavaliar as taxas de juros, que estão atualmente em 2% ao ano, e a expectativa é de mais um corte de 0,25 ou 0,5 ponto porcentual.No Brasil, o afrouxamento das metas de racionamento para as residências e o comércio nos meses de dezembro deste ano, janeiro e fevereiro de 2002 anunciado ontem (veja mais informações no link abaixo) foi bem recebida pelos investidores. O cenário de um impacto mais forte do racionamento sobre a economia do País não se verificou, o que favorece o otimismo nos mercados.Crise argentinaNa Argentina, os bancos devem apresentar hoje as propostas de adesão à troca de títulos com juros anuais entre 11% e 15% por papéis com taxas de 7% ao ano. Na segunda-feira, é a vez dos fundos de pensão apresentarem suas propostas. O governo argentino espera conseguir trocar US$ 30 bilhões de um total de US$ 63 bilhões de títulos em poder dos bancos e fundos de pensão.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2001 | 11h20

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