Dólar comercial abre a sexta subindo ainda mais

A disparada da cotação do dólar de ontem tenderia a gerar uma correção técnica na abertura desta sexta-feira, como mostraram as primeiras transações no mercado futuro, que registraram quedas expressivas nos contratos de junho. Mas a principal característica do mercado ainda é a sensibilidade e consequente volatilidade das cotações. Pouco antes das 10 horas, na hora da abertura dos negócios, analistas ouvidos pela Broadcast, o serviço de notícias em tempo real da Agência Estado para o mercado financeiro, começaram a comentar a possibilidade de as revistas de final de semana trazerem notícias políticas negativas. Assim, o dólar abriu em alta, e em alta forte, de 0,72%, sobre o valor já alto do fechamento de ontem, de R$ 3,212, o maior registrado desde abril de 2003 ? bateu em R$ 3,235. Logo em seguida, porém, a alta foi cedendo; chegou a cair para R$ 3,207. Às 10h35, subia 0,03%, a R$ 3,213. Ontem, os investidores embutiram na taxa de câmbio a interrupção da queda da Selic, a avaliação de que o governo terá dificuldades nas futuras votações no Congresso e conclusões negativas a respeito da posição comprada dos bancos. Ou seja, o preço do dólar englobou uma piora das expectativas, que ainda não seria, segundo especialistas, uma deterioração do cenário. Isso está valendo. E os especialistas dizem que, independentementd ou não da concretização dos boatos de notícias de final de semana, o novo nível do dólar só seria abandonado com uma seqüência de notícias positivas, a manutenção da tranqüilidade no exterior e o retorno dos exportadores ao mercado. Veja a cotação do dólar.

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