Dólar comercial abre em alta de 0,33%, a R$ 1,832

Na BM&F, o dólar à vista abriu as negociações em alta de 0,30%, a R$ 1,83

Cristina Canas, da, Agência Estado

25 de fevereiro de 2010 | 10h10

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,33%, negociado a R$ 1,832 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou estável, cotada a R$ 1,826. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,30%, a R$ 1,83.

Depois que parou para escutar o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, dizer que o país ainda precisa de juros "excepcionalmente" baixos, o mercado financeiro global volta hoje a acompanhar todos os acontecimentos que se relacionam à Grécia.

E as notícias não são boas. O país europeu enfrenta várias greves em protesto contra mudanças, enquanto precisa convencer o exterior de que seus planos para o ajuste fiscal vão funcionar. As agências de classificação de risco avisaram que estão alertas, prontas para rebaixar a nota do país, caso algo deixe de funcionar como o previsto.

Essa fragilidade da economia dos países desenvolvidos, que continuam lutando para sair da crise, volta a ficar exposta em números e nas análises dos especialistas. Ontem, por exemplo, foram divulgadas as vendas de imóveis residenciais novos nos Estados Unidos, que registraram queda de 11,2% em janeiro, para 309 mil, o pior nível desde o início da série, em 1963.

No Brasil, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) exibiu na véspera um bom superávit primário, de R$ 13,906 bilhões. À noite, o Banco Central (BC) anunciou a reversão de uma parte das medidas tomadas no passado para atenuar os efeitos da crise internacional. Todas se referem a compulsórios, que voltam a subir e devem ter como resultado a retirada de R$ 71 bilhões da economia. Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, o sistema está suficientemente líquido e não se justifica mais a manutenção das medidas.

Ainda assim, o mercado não deve encontrar muito espaço para o fortalecimento do real, já que, embora a economia brasileira esteja melhor que a de outros países, o Brasil depende de fluxos internacionais. Esses fluxos podem ficar abaixo do esperado, caso os países desenvolvidos não deslanchem.

Também ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, voltou a sinalizar que o governo tem um piso para a cotação do dólar. Ele avisou que o Fundo Soberano do Brasil está pronto para atuar e que o governo não quer uma volatilidade do dólar que prejudique a economia, como ocorreu no passado.

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