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Dólar comercial abre em alta de 0,35%, a R$ 1,699

Alerta da Moody''s à Espanha sobre um novo possível rebaixamento do rating (classificação de risco), em resposta às dificuldades que o país enfrenta para refinanciar sua dívida, sacode os mercados

Cristina Canas, da Agência Estado, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 10h28

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,35%, negociado a R$ 1,699 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,24% e foi cotada a R$ 1,693 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu o dia em alta de 0,35%, também a R$ 1,699.

Hoje, o alerta da Moody''s à Espanha sobre um novo possível rebaixamento do rating (classificação de risco), em resposta às dificuldades que o país enfrenta para refinanciar sua dívida e capitalizar os bancos, sacode os mercados. A aversão ao risco volta a imperar, com a consequente queda nas bolsas e no euro. O dólar beneficia-se da situação e mostra valorização generalizada no mercado internacional.

No Brasil, a percepção dos operadores é de que os recursos de duas recentes captações estão no mercado e pressionam as cotações para baixo. Ainda assim, a avaliação é de que o desequilíbrio do fluxo seria pequeno, até porque, sazonalmente, o momento é de saídas decorrentes de remessas de lucros e dividendos.

"O mercado de câmbio deve mostrar-se operacional daqui até o final do ano, com os investidores aproveitando as oscilações para buscarem os últimos ganhos, sem grandes mudanças nas apostas", avalia um experiente profissional de câmbio. Ele acrescenta que, aparentemente, o mercado está se sentindo confortável para virar o ano vendido. "A menos que seja surpreendido por alguma notícia nova e inesperada", ressalta.

Hoje à tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia novas medidas econômicas. Porém, essas não devem resultar em imprevistos. A expectativa é de que seja apresentado o pacote prometido de medidas para incentivar o crédito de longo prazo, que pretende atingir os setores de habitação e infraestrutura. Qualquer novidade na área cambial soaria como uma bomba neste momento, já que o mercado, embora tenha entendido o recado de que o governo continua alerta para a taxa de câmbio, não espera alterações neste fim de governo.

Na agenda internacional, as atenções ficarão voltadas para os sinais da economia norte-americana. Nos últimos dias, a percepção de que os EUA se recuperam com mais velocidade do que a Europa continua ganhando fôlego, apesar de os indicadores ainda se mostrarem discrepantes. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) limitou-se a reafirmar a taxa de juros baixa e o programa de injeção de liquidez já conhecido.

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