Dólar comercial abre em baixa de 0,35% a R$ 1,726

Ontem, BC fez dois leilões de compra no mercado à vista, mas o dólar fechou em queda, a R$ 1,732

Cristina Canas, da Agência Estado, Agencia Estado

30 de abril de 2010 | 10h15

O dólar comercial abriu em baixa de 0,35% as negociações no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,726. Ontem, o Banco Central fez dois leilões de compra no mercado à vista, mas o dólar fechou em queda de 1,09% a R$ 1,732. Ao mesmo tempo, o secretário do Tesouro Arno Augustin avisou publicamente que as compras para honrar compromissos externos serão aceleradas e que o Fundo Soberano não tem limite para adquirir moeda norte-americana. Ainda assim, a trajetória esperada para hoje é de desvalorização do dólar. Ou seja, está cada vez mais claro que se as tensões internacionais aliviarem, um pouco que seja, não há como segurar a valorização do real num momento em que o Brasil atrai recursos tanto para os investimentos diretos - devido às perspectivas de crescimento - quanto para arbitragem - com a trajetória de alta da Selic.

"Não adianta mais o Augustin falar que o Tesouro vai comprar dólares. Tem que apresentar a estratégia porque, senão, o mercado não acredita mais", disse um profissional do mercado. Enquanto isso, esse mesmo profissional avalia que o único comprador doméstico de dólares, com capacidade limitada para interferir nas cotações, é o Banco Central.

Nos cálculos feitos nas mesas de operações, ontem, em dois leilões realizados no mercado à vista - um no final da manhã e outro no período da tarde, o BC adquiriu US$ 1,4 bilhão. Mesmo assim, a moeda norte-americana chegou ao final do dia com perda de 1,09% no balcão, a R$ 1,732. É a menor cotação desde 8 de janeiro. O mercado vem movendo-se muito em função do vencimento dos contratos futuros de maio. Esses derivativos serão liquidados na segunda-feira, pela ptax (taxa média ponderada pelo BC) de hoje. E a percepção dos operadores, há dias, é de que a pressão se dá no sentido de um dólar em baixa. O mercado também está atento ao exterior, que começa a sinalizar que não terá a mesma disposição de ontem e deve optar pela cautela.

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