Dólar comercial em alta, à espera do BC

O mercado deve reagir sutilmente aos dados sobre inflação, aumentando a probabilidade de retomada da queda dos juros. As últimas taxas de inflação divulgadas mostraram variações inferiores do esperado. A primeira surpresa foi o resultado do IGP-M referente à primeira prévia de fevereiro, que ficou em 0,08%. A expectativa dos analistas mais otimistas era de variação de 0,14%. O IPC-Fipe anunciado hoje foi de 0,46%, contra estimativas que variavam de 0,47% a 0,60%. Mas, mesmo havendo um aumento de otimismo, não deve se formar consenso em torno da possibilidade de queda da Selic já na reunião do Copom de fevereiro e ninguém espera euforia nos mercados nesta quarta-feira. Alguns economistas ponderam que o recuo da taxa do IGP-M foi provocado principalmente pelos preços agrícolas, que são voláteis. Ou seja, esse índice não credenciaria ninguém a apostar no abandono imediato do conservadorismo por parte do Copom.No câmbio, teoricamente, um aumento de possibilidade de queda no juro provocaria alta do dólar. Mas não é isso que acontece no nosso mercado. O efeito aqui tende a ser contrário já que recuo do juro significa melhora na atividade econômica e ganho de confiabilidade do País perante os estrangeiros. Então, a tendência é de que os últimos índices de inflação colaborem para segurar uma esperada alta de cotações hoje.O dólar abriu em alta de 0,14%, cotado a R$ 2,925, e às 11h25 subia 0,45%, a R$ 2,934. Veja a cotação do dólar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.