Dólar comercial em leve alta

O dólar comercial abriu em leve alta, de 0,14% a R$ 2,905; às 10h53, estava no mesmo patamar do fechamento de sexta-feira, a R$ 2,901, e às 11 horas subia 0,03%, cotado a R$ 2,902. O aumento dos vestígios apontando que é o grupo terrorista Al-Qaeda o responsável pelo atentado de 11 de março em Madri já provocou a derrota de José María Aznar nas eleições de ontem na Espanha. Hoje, a possibilidade dos atentados terroristas serem obra dos radicais islâmicos atinge os mercados financeiros internacionais, que tinham tido uma reação tímida aos ataques e torciam para que se confirmasse a autoria do ETA, o grupo separatista basco. Os mercados brasileiros não devem ficar impunes a essa reação. Afinal, se houver a comprovação de que o terror em Madri foi obra do Al Qaeda prova-se que uma guerra entre Ocidente e os radicais do islamismo esté em pleno andamento e, assim, poucos estariam de fora da mira dos ataques. Motivo suficiente para a inquietação dos investidores. Alguns, como ocorreu após o atentado de 11 de setembro de 2001 podem fazer a leitura de que o Brasil, com sua histórica "neutralidade", pode sair beneficiado. Mas, se todo o mundo desenvolvido for prejudicado pelo ambiente de insegurança, não há porque acreditar que os benefícos para o Brasil possam superar os impactos negativos dessa realidade. Veja a cotação do dólar.

Agencia Estado,

15 Março 2004 | 11h01

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