Dólar comercial em queda na sexta-feira

A expectativa do mercado de câmbio é de que a semana termine tranqüila. Para os investidores, o ápice da crise política que foi detonada pelos escândalos que envolveram o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, já passou. Principalmente depois da decisão da base aliada, ontem, de não indicar os integrantes da Comissão, o que inviabiliza sua instalação. Assim, a expectativa é de que a comportamento do dólar siga sendo ditado pelo fluxo de recursos e a avaliação é de que não há espaço para grandes oscilações. Os especialistas explicam que, mesmo que haja saldo favorável, a queda resultante tende a não ser muito forte porque o valor atual da moeda norte-americana é considerado baixo. Além disso, aumentaram as expectativas de que o Banco Central volte a atuar na compra para a recomposição de reservas, assim que as entradas de dólar se mostrarem um pouco mais expressivas. No sentido contrário, os analistas admitem que, mesmo acreditando que o pior já passou, o mercado é sensível ao noticiário político e não descartam novas altas de cotação se houver notícias desvaforáveis em torno do caso Waldomiro. Porém, também neste caso descartam oscilações fortes. Eles argumentam que nem nos momentos em que a crise apresentava potencial para envolver o ministro Dirceu houve pânico entre os investidores. O dólar abriu em leve alta (+ 0,10%, cotado a R$ 2,893), mas logo virou e passou a ser negociado em queda. Às 11h38 caía 0,42%, cotado a R$ 2,878. Veja a cotação do dólar.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 11h44

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