Dólar comercial fecha em alta de 2,03% e Bolsa recua mais

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 3,0620 na ponta de venda dos negócios, em alta de 2,03% em relação às últimas operações de ontem. Este é o patamar mais alto desde 4 de agosto de 2003. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 3,0200 e oscilou entre a máxima de 3,0900 e a mínima de R$ 3,0200. Com o resultado de hoje, o dólar registra alta de 4,43% em maio e acumula alta de 5,48% no ano. Operadores comentaram que a alta foi ampliada pelo aumento da compra de dólares por parte de investidores que já estão montando posições de hedge (segurança) diante do risco de novas turbulências financeiras. Além disso, há remessas de dólares para o exterior, sobretudo de investidores que desistiram de apostar nos fundamentos internos.A notícia de maior impacto nesta sexta-feira foi a acentuada elevação na oferta de trabalho em abril nos EUA, o que antecipou as apostas de início das altas das taxas de juros. Isso porque este dado sinaliza uma retomada da atividade econômica nos Estados Unidos. Economia aquecida, mais pessoas trabalham, e o consumo tende a aumentar. Um quadro favorável para a alta de preços, o que pode gerar inflação.Para controlar este movimento, a tendência é a alta de juros. Para os demais países, principalmente os emergentes, juros maiores nos EUA dificultam a atividade econômica. Além disso, reduzem a atratividade de investimentos no país. Reflexo disso é a forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) hoje. Às 16h58, a queda era de 2,67%.Os títulos da dívida brasileira também sofreram com este cenário. Às 16h48, o C-bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, era vendido a 87,875 centavos por dólar e ontem estava em 90,250 centavos por dólar. O risco Brasil ? taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país ? estava em 750 pontos base e, durante o dia, chegou a 770 pontos base. Quanto maior essa taxa, maior o risco na avaliação dos investidores.

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