Dólar comercial mantém queda e fecha abaixo de R$ 2,20

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,1790 na ponta de venda das operações, em queda de 0,73% em relação aos últimos negócios de ontem. Trata-se da cotação mais baixa desde 12 de abril de 2001, quando o dólar fechou cotado a R$ 2,1550. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,1810 e a mínima de R$ 2,1630. Com o resultado de hoje, o dólar registra queda de 3,24% em novembro e baixa de 17,90% neste ano. Hoje, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólar. A moeda norte-americana foi adquirida à cotação de R$ 2,1730. O leilão é uma medida que traz como conseqüência a redução da oferta de dólar no mercado, o que contribuiria para a queda da cotação. Mas não foi isso o que aconteceu. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um enfraquecimento da atividades industrial em setembro. Este cenário despertou a discussão de que o ritmo da queda da Selic, a taxa básica de juros da economia, pode ser intensificado. Analistas apontaram o juro alto e o real forte como motivos para a desaceleração da atividade industrial. A emissão soberana também é fator primordial de queda do dólar hoje. Pelo menos teoricamente, o mercado avalia que, ao adquirir dólares no mercado internacional, a autoridade monetária diminuiria seu interesse por compras no mercado doméstico. Além disso, emissões soberanas costumam ser seguidas de operações privadas, o que eleva a expectativa de entrada de recursos. O fato é que a sustentabilidade da queda do dólar nos últimos pregões se deve à retomada forte das operações de arbitragem de dólar com DI. A arbitragem é uma operação de compra e venda de ativos financeiros ou reais que permite ao investidor ganhar unicamente pela diferença de preços. Ou seja, se as operações com juros estão atrativas, o investidor vende dólar e compra ativos indexados em juros. O aumento da oferta de dólar faz com que as cotações recuem.

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