Dólar comercial registra forte queda e chega a R$ 1,53

Tendência de baixa da moeda ganha força com o impasse na decisão sobre o aumento do teto da dívida dos Estados Unidos

Economia & Negócios,

26 de julho de 2011 | 10h12

O dólar abriu em forte queda nessa terça-feira, apesar das ameças do ministro da Fazenda, Guido Mantega. No início das operações, a moeda foi negociada a R$ 1,53, em baixa de 0,84%. Pouco depois, o Banco Central já atuava no mercado, comprando dólares para tentar reduzir a queda.

Na segunda-feira, 25, Mantega deu um novo recado aos investidores que acreditam que a valorização cambial continuará firme no curto prazo. "Nós poderemos tomar novas medidas para impedir essa valorização (do real). Não podemos antecipá-las, mas podem esperar." "Sempre que a gente fala, acaba em medidas. Portanto, os especuladores que se acautelem." O recado veio no dia em que o dólar renovou o menor nível desde o início de 1999, a R$ 1,543.

A tendência de queda da moeda norte-americana ganha força com o impasse na decisão sobre o aumento da dívida dos Estados Unidos. Investidores buscam retorno financeiro em outros países, enquanto acompanham a guerra política entre democratas e republicanos.

Não é só o real que apresenta valorização frente ao dólar. A moeda norte-americana caiu ao menor nível em quatro meses ante o iene, cotada abaixo de 78 ienes, o que levou o governo japonês a ameaçar com uma possível intervenção no mercado de moedas. Já o euro é negociado no maior nível desde o início de julho, ao passo que o franco suíço segue como alvo preferido na busca por proteção.

Os mercados internacionais mostram-se desiludidos pelas palavras proferidas pelo presidente norte-americano, Barack Obama, em rede nacional de TV ontem à noite, quando convocou a população a pressionar o Congresso por uma solução equilibrada, livre do "jogo perigoso" orquestrado pela oposição. Mas a tensão segue elevada e, momentos após as declarações de Obama, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, disse que não dará um "cheque em branco" ao governo.

Diante disso, as bolsas em Wall Street e na Europa oscilam em uma margem estreita, sem tendência definida. Já as commodities tiram proveito da fraqueza do dólar e avançam. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,14%.

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