Dólar comercial segue em baixa, a R$ 1,712

Dados corporativos positivos e seus impactos favoráveis nas bolsas afastam temporariamente o temor de uma decisão menos contundente do banco central dos EUA para incentivar a economia em sua reunião na semana que vem

Cristina Canas, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 10h05

O dólar comercial segue em baixa, de 0,008%, negociado a R$ 1,712 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana avançou 0,88%, cotada a R$ 1,72 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,30%, a R$ 1,716.

Hoje, dados corporativos positivos e seus impactos favoráveis nos mercados acionários afastam temporariamente dos negócios os temores de uma decisão menos contundente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) para incentivar a economia em seu encontro agendado para a semana que vem. Esses dados repercutem também no mercado internacional de moedas, abrindo espaço para o dólar voltar a ceder.

No Brasil, onde a proximidade do vencimento dos contratos futuros de dólar para novembro deve entrar no radar dos investidores, a abertura do mercado de câmbio acompanha o exterior. Além das movimentações técnicas em torno da formação da Ptax - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) e usada na liquidação dos contratos futuros -, deve continuar contribuindo para conter quedas no dólar o efeito das medidas cambiais adotadas recentemente pelo governo.

"O governo conseguiu impor um ajuste aos estrangeiros, que estão diminuindo as apostas de curto prazo. O ajuste está sendo feito aos poucos e vai continuar", avalia um operador. Segundo ele, a discussão cambial internacional, cada vez mais acirrada, contribui para o movimento e deixa os investidores sensíveis para os movimentos de alta do dólar.

Nesse contexto, merecem registro as decisões de ontem da África do Sul no sentido de enfraquecer sua moeda. O ministro das Finanças do país, Pravin Gordhan, disse que o governo tornará mais fácil a saída de recursos e estimulará as compras de moeda pelo banco central. O Tesouro Nacional não introduziu controles sobre o câmbio, como pediam os sindicatos trabalhistas.

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