Dólar comercial sobe encerra a R$ 2,147; Bovespa fecha estável

O dólar manteve nesta sexta-feira o movimento de alta estabelecido na quinta. No mercado interbancário, o dólar comercial subiu 0,28% e fechou valendo R$ 2,147. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda negociada à vista encerrou a R$ 2,148 (+0,33%). A Bovespa operou por quase todo o dia no terreno negativo, dando prosseguimento à queda do dia anterior, com os investidores se preparando para o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. No fim do dia, com uma melhora das Bolsas de Nova York, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, se aproximou da estabilidade e encerrou em queda de apenas 0,02%, aos 37.551 pontos. O índice oscilou entre a mínima de -1,01% e a máxima de +0,08%. O volume financeiro foi fraco, de R$ 1,73 bilhão.A moeda norte-americana abriu próxima à estabilidade e foi perdendo força até registrar queda de 0,19% na mínima (R$ 2,137), mas retomou a trajetória de alta. Os motivos que sustentam as cotações não são consensuais. Alguns especialistas avaliam que há esboços de um movimento de realização de lucros. Outros destacam que na quinta os investidores exageraram nas vendas ao Banco Central e que isso, somado ao fato de a autoridade monetária ter atuado cedo no mercado à vista nesta sexta, puxou a moeda norte-americana à máxima de R$ 2,150 (+0,42%). Por fim, citam também a piora do mercado internacional.Os operadores que apostam num ajuste mais duradouro no valor da moeda norte-americana comentam que desde a tarde de quarta-feira, esporádica e localizadamente, investidores estrangeiros têm desmantelado posições vendidas. Eles acreditam que esse movimento ganhará força e levará as cotações a um novo patamar, mais alto que o atual. Ainda assim, não falam em inversão da tendência de queda. Preferem a expressão realização de lucros e estimam que as vendas serão retomas em seguida.BovespaO comportamento volátil das bolsas norte-americanas, que pareceram ter perdido as forças após quatro pregões de valorização, contribuiu para uma dose maior de cautela nesta sexta. Os negócios estiveram meio travados em Nova York durante todo o dia, mas os principais índices terminaram por registrar alta (Dow Jones subiu 0,41% e Nasdaq, 0,29%), o que favoreceu a recuperação da Bovespa no fim do dia.A apatia que perdurou no mercado externo durante o dia, contudo, não apaga a percepção de que o banco central dos EUA deve manter o juro inalterado em setembro. Mas enquanto não saírem novos dados sobre a atividade nos EUA em agosto, o mercado tende a ficar "de lado", reagindo a notícias e fatos pontuais. No mercado doméstico, os destaques positivos foram a ação preferencial da Petrobras, que encerrou na máxima, em alta de 1,22%, a R$ 44,89, e o papel preferencial da Telemar, que avançou 4,05%, para R$ 30,60. Os investidores tentaram sustentar os papéis acima dos preços para o exercício de segunda-feira - compra de Petrobras a R$ 44 e de Telemar a R$ 30.Entre as baixas do dia, a predominância foi de ações do setor elétrico. A ordinária da Light perdeu 3,30% e a da Eletrobrás, 2,38%. O leilão de linhas de transmissão marcado para hoje, no Rio de Janeiro, foi cancelado devido a duas liminares concedidas pela Justiça Federal de Brasília, impetradas pela Isolux Wat S.A na 8ª Vara Federal e pela Elecnor, na 3ª Vara Federal. As duas empresas questionaram o processo de revisão tarifária das linhas.

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