PAULO VITOR/ESTADÃO
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Dólar derruba País no índice Big Mac

Com moeda a R 3,50, Brasil cairia dez posições

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2015 | 02h04

LONDRES - O real cada vez mais fraco já começa a tornar o Brasil mais barato para os estrangeiros. Se o Índice Big Mac - indicador que compara o poder de compra das moedas - for atualizado com a recente disparada do dólar, o preço do sanduíche no Brasil cai dez posições no ranking dos mais caros do mundo. A conta mostra ainda que, desde julho, o preço em dólar do sanduíche vendido no Brasil está menor que o praticado nos EUA. Isso não acontecia desde 2007.

A recente queda do real já está evidente na pesquisa do Índice Big Mac, indicador criado pela revista The Economist para medir o poder de compra das moedas. A mais recente pesquisa, divulgada no mês passado, mostrava o sanduíche do Brasil com preço médio equivalente a US$ 4,28. Esse era o 12.º valor mais alto do mundo e ficava atrás da Itália (onde o Big Mac custava US$ 4,38) e à frente do vizinho Uruguai (US$ 4,13).

Com a disparada do dólar, a situação mudou. O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, atualizou esse levantamento com o dólar a R$ 3,50 - cotação alcançada esta semana. Esse novo patamar fez o preço do sanduíche cair para US$ 3,86 no Brasil. Com isso, o País recuaria dez posições no ranking, ao ser ultrapassado por economias como Bélgica, Costa Rica, Espanha, Alemanha, Austrália e Turquia. Agora, o Big Mac brasileiro é o 22.º mais caro do planeta. Ou, para os otimistas, o 37.º mais barato.

O índice Big Mac é uma maneira inusitada para tentar avaliar quando uma moeda está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação a outra. Para estudar o poder de compra do dinheiro, a Economist decidiu comparar na década de 80 o preço convertido em dólares de um produto que fosse idêntico em todos os países.

O levantamento mostra que, em julho, o preço médio do Big Mac nos EUA era de US$ 4,79. No Brasil, o valor convertido era 10,6% menor. Ou seja, o sanduíche brasileiro estava mais barato que nos EUA. Com o dólar a R$ 3,50, a diferença fica ainda maior e o preço nacional já está 19,5% menor que a média praticada em Miami ou Nova York.

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