Foto: Fabio Motta/Estadão
Foto: Fabio Motta/Estadão

Em nova alta, dólar fecha acima de R$ 4 nas casas de câmbio de SP

Cotação média é de R$ 4,015 em casas de câmbio da cidade para compras no cartão pré-pago; dólar comercial ficou em R$ 3,66, alta de 0,99%

Renato Jakitas e Manuela Techhio, Especial para O Estado

15 Maio 2018 | 10h04

O mercado de câmbio viveu nesta terça-feira, 15, mais um dia de forte pressão de alta do dólar. Ao longo do dia, a cotação da moeda americana negociada à vista chegou muito perto do patamar de R$ 3,70 para operações envolvendo empresas, bancos e governos. No fim do pregão, o ativo recuou e fechou em R$ 3,66, alta de 0,99%.

Para o consumidor final, o dólar turismo ultrapassou a casa dos R$ 4 em São Paulo. Quem optou por levar o dinheiro em um cartão de viagem (cartão pré-pago), a moeda teve cotação média de R$ 4,044, segundo levantamento realizado pelo site Meu Câmbio.

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Para o dado, a startup levou em conta a média de preços em seis casas de câmbio (Meu Câmbio, Melhor Câmbio, Confidence Câmbio, Cotação, Getmoney e Novo Mundo) incluindo 6,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é quanto se paga por operações de câmbio no cartão.

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Quem optava por comprar a moeda em espécie pagava em média R$ 3,85 nas mesmas casas de câmbio. A diferença entre o preço da moeda em espécie e em cartão pré-pago é quanto ao imposto. O governo cobra 1,1% de alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o dólar em espécie e 6,38% para operações de câmbio em cartão pré-pago e cartão de crédito.

Procura. Apesar da esticada na cotação, há quem diga que a procura pela moeda registrou alta nesta terça-feira. Na visão de Vanessa Blum, diretora comercial da corretora de câmbio Getmoney, o movimento se dá porque há entre os consumidores um receio de alta na moeda. 

"Por incrível que pareça, quem tinha uma viagem marcada e tem de comprar (dólar), como (a moeda) está subindo direto, o pessoal acha que (a cotação) irá aumentar", diz Vanessa. 

Segundo ela, fatores como imprevisibilidade política, no mercado interno, e questões externas, sobretudo nos Estados Unidos, operam pelo aumento na procura da divisa.

Exemplo de quem precisa comprar dólar e não pode mais esperar pela queda da cotação é o empresário e engenheiro agrônomo Rubens Cheron, que viajará a trabalho para os Estados Unidos no próximo sábado, 19. 

Na expectativa de uma valorização do real, ele empurrou a compra para a semana da viagem. Nesta terça-feira, tomou um susto. "Eu não comprei dólares ainda, mas vou ter que comprar amanhã (na quarta-feira). Essa subida não estava nos planos", lamenta.

Escalada. Nesta terça-feira, o dólar renovou máximas ante o real fortalecido pelos dados positivos da economia americana de varejo e indústria. 

Ao longo do dia, a cotação da moeda americana chegou a bater R$ 3,69, alta de 1,85%. Depois do almoço, a moeda perdeu um pouco de sua força e fechou cotada a R$ 3,66, alta de 0,99%.

Comercial x Turismo. O dólar comercial é utilizado por empresas, bancos e governos para operações no mercado de câmbio, como transferências financeiras, exportações, importações, entre outros.

Já o dólar turismo é utilizado para viagens, transações de turismo no exterior e débitos em moeda estrangeira no cartão de crédito. Ele é mais caro pois é calculado com base no dólar comercial mais os custos das casas de câmbio com questões logísticas, administrativas e com seguro em caso de roubo, uma vez que as transações com dólar turismo são feitas em "dinheiro vivo". Já as transações com dólar comercial são feitas de forma eletrônica.

 

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