Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Dólar dispara em dia nervoso: R$ 2,2970

O dólar está disparando hoje, tendo chegado à segunda cotação mais alta desde a implantação do real. O câmbio comercial de venda atingiu R$ 2,2970, alta de 1,73% em relação ao fechamento de ontem. Esse patamar fica muito próximo do recorde alcançado em 25 de abril, de R$ 2,2990. Há pouco, às 16:05, a moeda norte-americana havia recuado para R$ 2,2890, alta de 1,37%, mas não há notícias de intervenção do Banco Central.As razões para a alta são a preocupação com a crise energética, que afetará o desempenho das empresas, portanto, da economia, embora não esteja claro em que medida. Teme-se que esse problema grave de infra-estrutura desestimule o investimento direto estrangeiro, um dos principais pilares de controle do rombo no balanço de pagamentos. Se o fluxo de recursos do exterior minguar, as conseqüências para o câmbio podem ser desastrosas, gerando uma crise estrutural de difícil solução. Além disso, a demora do governo argentino em divulgar detalhes da renegociação em curso da dívida de curto prazo do país com bancos estrangeiros favorece a especulação. O mercado ainda não está convencido de que a equipe econômica será capaz de estimular uma retomada da economia, há 34 meses em recessão. Até agora, as metas divulgadas são de difícil cumprimento e ainda há muitos pontos nebulosos. O tempo corre contra o governo, pois será necessário captar recursos no mercado para o terceiro trimestre e os investidores estão muito céticos. Nesse ambiente nervoso, o dólar surge como uma opção segura, e muitos correm em busca da moeda para garantir seus recursos.

Agencia Estado,

11 de maio de 2001 | 16h08

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