Dólar e inflação são temas da reunião do G8, no Japão

Comunicado final deve destacar ainda o "sério desafio" da alta das commodities

Patricia Lara e Suzi Katzumata, da Agência Estado,

13 de junho de 2008 | 17h02

Os ministros de Finanças do G-8 iniciam nesta sexta-feira, 13, uma reunião em Osaka, no Japão, circundados por uma forte dose de expectativas em relação à forma como devem tratar o ambiente atual do mercado cambial no comunicado que divulgam ao final do encontro, previsto para amanhã.  Habitualmente, o G-8 evita abordar moedas específicas em seus comunicados, mas há um risco de que os ministros de Finanças façam um esforço coordenado para estruturar um documento que aborde o enfraquecimento do dólar, uma vez que este movimento tem encorajado as pressões inflacionárias. "Nós acreditamos que haverá uma linguagem forte sobre o câmbio no comunicado, mas (o documento) deve evitar indicar que uma intervenção é provável. Mesmo assim, isso poderá dar um suporte para o dólar", comentou o chefe de pesquisa para câmbio da Calyon Credit Agricole, Mitul Kotecha, em Londres. O ministro das Finanças do Japão, Fukushiro Nukaga, afirmou que pode discutir as taxas cambiais com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, neste fim de semana, mas recusou-se a comentar sobre a política cambial norte-americana. O ministro dos Serviços Financeiros do país, Yoshimi Watanabe, por sua vez, afirmou que ele vai prestar atenção na forma como os ministros de Finanças vão lidar com o recente enfraquecimento do dólar, segundo informou a agência de notícias Kyodo. "Uma defesa do dólar se tornou uma questão urgente", disse o ministro, em uma entrevista coletiva, acrescentando que o enfraquecimento do dólar "não teve um impacto pequeno nos mercados de commodities, onde o petróleo e outros produtos tiveram altas anormais". Commodities O comunicado deve dizer também que os custos elevados da commodities estão representando um "sério desafio" à economia global, uma vez que eles dão impulso as pressões inflacionárias e enfraquecem o crescimento, segundo uma fonte. "Estas condições tornam nossas escolhas de política mais complicadas. Vamos permanecer vigilantes e continuaremos a tomar medidas apropriadas individualmente e coletivamente com objetivo de assegurar estabilidade e crescimento em nossas economias e globalmente", segundo o rascunho.  As informações são da Dow Jones.

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