Dólar e juros caem em dia tranqüilo

Como esperado, o volume de negócios nos mercados financeiros hoje foi muito baixo, o que deve se repetir até a entrada de 2001. Houve algumas boas notícias sobre a economia brasileira, e o caos em que a Argentina está mergulhada não afetou em nada o otimismo dos investidores. Dólar e juros caíram (veja os números abaixo). Em parte, a queda na cotação da moeda norte-americana deveu-se à última venda diária do ano de US$ 50 milhões do Banco Central (BC). Com poucos negócios, esse volume de recursos pressiona as cotações para baixo, mas as intervenções do BC, adotadas em setembro para conter a disparada do dólar, perderam sentido no atual cenário. Além disso, o mercado continua revendo suas previsões para 2002 em níveis mais otimistas. Segundo pesquisa do BC junto às instituições financeiras que operam no país, todos as previsões apresentam melhora. E a balança comercial continua surpreendendo. O resultado da terceira semana de dezembro foi superávit de US$ 410 milhões, totalizando US$ 2,335 bilhões no ano. Situação argentina é muito complicada Em Buenos Aires, o novo presidente, Adolfo Rodrigues Saá, vem tomando várias medidas populistas que enterraram definitivamente a conversibilidade e a possibilidade de dolarização da economia. Quando os bancos reabrirem, em 2 de janeiro, os saques na nova moeda - o argentino - serão livres e manterão a paridade com o dólar e o peso. Na prática, isso significa que o governo emitirá moeda em grande quantidade sem lastro. Assim, será necessário manter as restrições cambiais, pois as reservas internacionais líquidas disponíveis não ultrapassam os US$ 3,3 bilhões. Como o salário mínimo foi mais que dobrado e os cortes salariais do governo anterior, cancelados, há temores de que a inflação dispare e o descontrole retorne se a moeda nacional - seja ela qual for - não vier a flutuar, como o real. De qualquer maneira, embora atentos, os investidores brasileiros continuam ignorando a situação argentina. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3250, com queda de 0,43%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,590% ao ano, frente a 20,100% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,07%. A Bolsa de Valores de Buenos Aires não funcionou novamente, e só deve ser reaberta no dia 2 de janeiro, quando acaba o feriado bancário e cambial. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,53%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,83%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

26 Dezembro 2001 | 18h30

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