Dólar e juros sobem antes do anúncio de medidas cambiais

A pós um dia morno, acompanhando o movimento das moedas no exterior, o mercado de câmbio foi sacudido depois do fechamento do dólar à vista pela informação de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, faria um comunicado à imprensa às 18h30 em São Paulo, mas o assunto não foi anunciado. O contrato de dólar futuro com vencimento em novembro de 2010, que no momento do encerramento dos negócios à vista registrava baixa de 0,18%, a R$ 1,668, inverteu o sentido e galgou rapidamente alta de 0,36%, para R$ 1,677, ecoando a expectativa de que o governo poderia adotar medidas regulatórias para o mercado de derivativos cambiais. O dólar à vista caiu 0,06%, a R$ 1,664 no balcão.

Cenário: Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2010 | 00h00

Os juros também reagiram. Os contratos de longo prazo bateram as máximas do pregão. A taxa para janeiro de 2014 saltou a 11,54%, de 11,43% no ajuste anterior, e para janeiro de 2017, a 11,35% ante 11,29%.

A Bovespa oscilou pontualmente à informação sobre a entrevista de Mantega. As ações da BM&FBovespa caíram mais de 4% diante do receio de que eventuais decisões poderiam restringir negócios no mercado de derivativos e afetar as margens financeiras da Bolsa. Depois de ensaiar alta na última hora de pregão, ajudado por Vale e Petrobras, o Ibovespa caiu 0,13%, aos 71.735,53 pontos.

Depois que os mercados fecharam, o ministro Mantega anunciou nova alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 4% para 6% sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa e elevação do IOF sobre margens de garantia no mercado de derivativos de 0,38% para 6%.

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