Dólar e juros sobem mais reagindo a IOF e aversão ao risco

As novas medidas cambiais, anunciadas na segunda-feira à noite pelo Ministério da Fazenda, e a elevação da taxa de juros na China pela primeira vez desde dezembro de 2007, impulsionaram a alta do dólar frente ao real. O aperto monetário chinês deixou em evidência as preocupações dos investidores sobre o impacto no crescimento do país, que é um dos principais consumidores do mundo.detonando a aversão ao risco, que se intensificou no período da tarde de ontem com os informes de que o Bank of America estaria sendo pressionado por megafundos como o BlackRock e Pimco, e ainda pelo Federal Reserve de Nova York, para recomprar hipotecas problemáticas. Com isso, o dólar no balcão fechou em alta de 1,32%, cotado a R$ 1,686, depois de ter batido R$ 1,70 na máxima do dia.

Cenário: Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

No mercado de juros, as taxas longas dispararam, dada a reação negativa dos investidores estrangeiros à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e também por causa do nervosismo no exterior. Tal quadro relegou ainda mais ao segundo plano a reunião do Copom, que anuncia hoje sua decisão sobre a taxa básica de juros, que está em 10,75% ao ano. O contrato de juros para janeiro de 2013 disparou de 11,58% para 11,72%.

A Bovespa sucumbiu ao ambiente de aversão ao risco no exterior e caiu 2,61%, perdendo o patamar dos 70 mil pontos. Apenas cinco, das 68 ações do índice à vista, exibiram altas . O movimento seguiu de perto o das bolsas em Nova York, onde as perdas giraram em torno de 1,5%, levando o índice Dow Jones a abandonar os 11 mil pontos, o que não ocorria desde o início de outubro.

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