Dólar é o mais baixo desde 99 e acumula queda de 12% no ano

No mercado de juros, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Copom

31 de julho de 2008 | 16h38

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,5620 - patamar mínimo desta quinta-feira e mesma cotação de fechamento de quarta-feira. No mês de julho, a moeda norte-americana acumula queda de 2,19% e em 2008 a perda do dólar chega a 12%.   Veja também: BC teme efeito de inflação sobre o crescimento do PIB Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preço Veja o comportamento da taxa Selic no governo Lula Mesmo com dados positivos, economia ainda dá sinais de alerta     No mercado de juros, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu elevar a Selic, a taxa básica de juros da economia para 13% ao ano. A única certeza que o documento deixou é que o Banco Central fará tudo o que for necessário para trazer a inflação em 2009 para o centro da meta de 4,5%.   No texto, entre os argumentos apresentados para justificar a decisão, os diretores destacaram que segue aumentando o risco de cenário menos benigno para a inflação. O BC viu evidências do risco de descompasso entre oferta e demanda em âmbito global e preocupação com repasses das altas de preços no atacado para o varejo.   "Minha conclusão da leitura é que eles (diretores do BC) não estão dando sinal de que vão aumentar o ciclo (de ajustes), mas estão reforçando o fato de terem antecipado um ajuste maior em julho", disse economista-chefe do Banco WestLB do Brasil, Roberto Padovani.   Nos EUA, os dados do PIB não agradaram e reacenderam o temor de recessão da economia. A primeira prévia do PIB segundo trimestre, de 1,9%, veio abaixo da expectativa de 2,3% dos analistas. Além disso, houve revisão para pior em números anteriores, com destaque para o ajuste para o quarto trimestre de 2007, que passou de expansão de 0,6% para queda de 0,2%, indicando recessão.   Às 16h21, o Dow Jones cedia 0,91% e o S&P 500, 0,53%. Nem o petróleo em baixa expressiva está colaborando com as bolsas. O barril para setembro na Nymex recuou 2,12%, para US$ 124,08. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,13%.

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