Rafael Neddermeyer|Fotos Públicas
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Dólar turismo é vendido a R$ 3,64 nas casas de câmbio de São Paulo

Apesar do valor mais baixo em relação à semana passada, diferença de custo entre as corretoras pode chegar a 15% e exige pesquisa do turista

Marianna Holanda e Lucas Massao, especiais para O Estado

11 de abril de 2016 | 18h06

A queda do dólar comercial nesta segunda-feira, 11, para o menor nível desde agosto de 2015, afetou o preço da moeda nas casas de câmbio do País. Na capital paulista, o dólar turismo em quatro corretoras era vendido entre R$ 3,64 e R$ 3,75 (valores com IOF).

Na corretora Confidence, o dólar turismo variou entre R$ 3,81 e R$ 3,92 na semana passada e, nesta segunda, estava cotado em R$ 3,70.

Quem tiver interesse em comprar a moeda por um preço mais atraente deve pesquisar a diferença de custo entre as corretoras. Um levantamento do site de comparação de valores Melhor Câmbio mostra que o preço pode variar até 15% a depender do estabelecimento.

De acordo com Stéfano Assis, CEO do site, não há momento certo para comprar dólar. Ele aconselha que o interessado acompanhe diariamente a variação da moeda. "Os usuários podem sentir como o mercado está se comportando e realizar compras pontuais, até conseguir o valor desejado. Dessa forma, ele consegue uma taxa média adequada", diz.

A plataforma, criada em janeiro de 2015 e que conta com mais de um milhão de acessos mensais, possui a mesma mecânica de outros sites de pesquisa de preço, mas permite uma negociação direta com mais de 300 corretoras. "Cerca de 90% das propostas feitas por usuários acabam sendo aceitas", afirma Assis. 

Procura. A expectativa nas casas de câmbio é que a queda da cotação aumente a procura pela moeda. Juvenal dos Santos, superintendente de varejo da Confidence, acredita que os resultados serão "expressivos" na terça-feira, 12.

"Algumas novidades no campo político e econômico em março, por exemplo, fizeram com que a moeda tivesse uma queda expressiva e os consumidores procuraram mais as casas de câmbio", lembra. "Mas a dica mesmo é tentar se programar e ir comprando aos poucos", conclui.

Na avaliação do gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, a queda do dólar está diretamente relacionada ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

"O dólar está caindo porque o empresariado está apostando que, a presidente saindo, a situação melhora. Não imediatamente, mas tende a melhorar", explicou Batistel. Ele ressalta que, mesmo com a aprovação do impeachment na comissão, a moeda deve continuar por volta da cotação de R$ 3,50. Mas, diante da instabilidade política, Batistel diz que é difícil qualquer previsão certeira.

Alexandre Fialho, diretor da distribuição de câmbio turismo Cotação, ressalta alguns cuidados que os compradores devem ter no uso do dólar em viagens. "Preste atenção para levar a moeda comum do seu país destino, pois uma operação de troca pode acabar saindo caro." 

Fialho também destaca os perigos da volatilidade do mercado, que podem mudar o câmbio e alterar o valor final da viagem. "Com o cartão de crédito, só dá para saber quanto foi gasto quando a fatura cair. Prefira dinheiro em espécie ou cartão pré-pago", diz.

Por que o dólar turismo é sempre mais caro?

O dólar comercial é utilizado por empresas, bancos e governos para operações no mercado de câmbio, como transferências financeiras, exportações, importações, entre outros.

Já o dólar turismo é utilizado para viagens, transações de turismo no exterior e débitos em moeda estrangeira no cartão de crédito. Ele é mais caro pois é calculado com base no dólar comercial mais os custos das casas de câmbio com questões logísticas, administrativas e com seguro em caso de roubo, uma vez que as transações com dólar turismo são feitas com moeda em espécie, em "dinheiro vivo". Já as transações com dólar comercial são feitas de forma eletrônica, por meio de contratos.

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