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Dólar eleva preços de importados para o Natal

A alta do dólar deve elevar em média entre 20% e 30% os preços dos produtos importados típicos de fim de ano comercializados em lojas especializadas e em grandes redes de supermercados. O reajuste, na expectativa do varejo, deve reduzir as vendas ou no máximo manter o resultado próximo ao do Natal do ano passado. A perspectiva de que as vendas sejam equivalentes às do ano anterior está vinculada ao fato de que o público de maior poder aquisitivo, que costuma viajar para os Estados Unidos neste período, este ano não sairá do País, por receio dos desdobramentos dos ataques terroristas e pela alta do dólar. "É este consumidor que deve contribuir para melhorar o resultados das vendas", prevê o presidente da Associação Paulista dos Supermercados, Omar Assaf. Ele lembra que no ano passado o dólar já estava alto, mas o cenário era outro.Comerciantes prevêem alta nos preçosO diretor comercial da Santa Luzia, Jorge Conceição Lopes, manteve as encomendas de importados para o fim de ano, apesar de ter ficado apreensivo com a alta do dólar. "Não tinha como voltar atrás e estou mantendo o mesmo volume encomendado para o Natal passado, mas não quer dizer que vou vender o equivalente", observa. Com a variação cambial os produtos importados em sua loja devem ter alta de no mínimo 30% . "As frutas secas, por exemplo, tiveram aumento muito pequeno em seus países de origem. O problema mesmo é o dólar", diz.O diretor comercial da importadora La Pastina, Celso La Pastina, que revende seus produtos para grandes redes de supermercados também importou para o Natal a mesma quantidade de produtos do ano passado, mas devido ao peso da moeda americana, concentrou a compra em produtos de menor valor agregado. Assim mesmo prevê uma queda de 10% a 20% nas encomendas. No Pão de Açúcar os importados para o Natal devem apresentar alta média de 20% na comparação com o ano anterior, porque parte das encomendas foram feitas com o dólar mais baixo. A diversificação de importados (1500 itens) foi mantida. Na Bacco´s, voltada principalmente para cestas de Natal em que predominam importados, a diretora comercial, Lucila Furlan mudou produtos para segurar preços. "Vamos compor cestas com o itens importados, mais baratos," diz.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2001 | 09h54

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