Dólar em alta à espera de notícias dos EUA

Depois do estresse de ontem, os mercados internacionais esboçam pequena reação neste início de manhã, enquanto aguardam o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre suas intenções em relação a uma possível ação militar no Iraque. Segundo as agências internacionais, o encontro ocorrerá a partir das 10h45 (de Brasília).Enquanto isso, no Brasil, o mercado de câmbio deve operar em compasso de espera, de olho no fluxo de recursos e no noticiário. A expectativa dos operadores é de que, no início das negociações, as cotações estejam com pequena tendência de alta, devido a uma previsão de continuidade de fluxo negativo. No noticiário interno, as últimas novidades de relevância para o mercado já foram absorvidas. Uma delas, é a interpretação dos analistas sobre o comentário feito ontem pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, sobre a adoção do viés de baixa na última reunião do BC, durante a teleconferência organizada pela AE News/Broadacast e Wittel. O consenso é de que Fraga sinalizou que o viés não deve ser usado justamente por causa do cenário internacional, assunto que, nos últimos dias, voltou a ganhar peso nas análises do mercado interno. A não adoção do viés implica que a taxa de juros referencila da economia, a Selic, não deve ser reduzida antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).A outra notícia, de ontem à noite, é o resultado da pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial. O levantamento confirmou o empate entre Ciro Gomes e José Serra no segundo lugar nas preferências do eleitorado. Esse resultado já está no preço e não afeta mais as transações com dólar. Para voltarem a mexer com os negócios, as pesquisas precisarão, agora, apontar uma disparada de Serra, ou ao contrário, mostrar uma recuperação de Ciro. Na abertura dos negócios, às 10h08, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,1300, em alta de 0,97% em relação ao fechamento de ontem. Já no mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 20,570% ao ano, frente a 30,300% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda de 0,69%.

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