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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Dólar em queda após medidas do BC

As ações do Banco Central para conter os ânimos dos investidores começam a surtir efeito. Ontem, os juros e o dólar tiveram queda e a bolsa subiu em decorrência da atuação do BC e do Tesouro no mercado de câmbio e na administração da dívida pública. Às 10h30, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,6540, com queda de 0,34% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 21,050% ao ano, frente a 21,650% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,54%.Ontem, o BC vendeu dólares com compromisso de recompra e trocou títulos públicos pós-fixados (LFT) de prazo mais longo (2003 a 2006) por vencimentos mais curtos, ainda nesse ano. Além disso, ofertou contratos de swap cambial, dando aos investidores maior liquidez em um dos instrumentos usados como proteção contra a variação cambial.Já na sexta-feira, o BC já havia aumentando o compulsório e vendido dólar no mercado à vista e, caso a turbulência volte, a expectativa é que a autoridade monetária lance mão de outros mecanismos para conter os ânimos dos investidores.Apesar da reação positiva à munição despejada pelo BC, o mercado ainda continua cético quanto a uma possível queda de juro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina na hora do almoço de amanhã. Como o dólar e o risco País ainda estão em nível muito maior do que no Copom anterior, analistas acham mais prudente o BC manter a taxa de juros referencial da economia, a Selic, inalterada. Também o fato de o FMI, supostamente, ter defendido alta dos juros no Brasil poderia inibir o Copom. De qualquer forma, apesar da tensão do mercado o presidente do BC, Armínio Fraga, disse ontem que o Copom avaliará o comportamento da inflação e a Selic poderá cair se a tendência de baixa dos índices de preço persistir. Se depender dos índices recentes de inflação, e abstraindo a turbulência financeira, haveria espaço para um corte. Mas, como a turbulência não pode ser ignorada, está criado um quadro para uma decisão complicada para o BC. Além do Copom, o mercado também aguarda as próximas pesquisas eleitorais. Espera-se que Ibope que deve ser divulgado pela CNI nesta semana reafirme o crescimento do candidato do governo, o tucano José Serra. Mais do que isto, porém, o mercado torce por uma queda mais consiste do candidato do PT, Lula, que tem mantido uma liderança folgada nas últimas sondagens, apesar da melhora de Serra.

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