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Dólar em queda, mas sem tendência definida

A semana avança, mas o tema central do mercado de câmbio continua sendo o mesmo: a rolagem do vencimento de dívida pública cambial do dia 2 que totaliza US$ 2,3 bilhões, dos quais US$ 567,2 milhões foram equacionados na segunda-feira. Já ontem, o BC recusou integralmente as propostas feitas pelos investidores em mais duas tentativas de rolagem. Considerou os prêmios pedidos (entre 34,53% e 37,63%, superiores portanto às taxas de segunda-feira) muito altos. Resta saber o que levou o mercado a mudar a postura entre segunda-feira e ontem já que as explicações, até agora, não são consensuais. Alguns analistas dizem as preocupações com a inflação aumentam a cada dia e, com isso, está sendo esperada mais uma alta de juro antes do final do ano. Outros alegam que o mercado quer prêmio porque todos avaliam que o dólar vai recuar fortemente no médio prazo. A terceira explicação seria uma perspectiva de que a pressão das cotações será forte em dezembro devido ao alto volume de vencimentos públicos e privados previsto para o mês. No sentido contrário, o mercado está levando em consideração que o BC tem reservas para gastar e pode honrar parte dos vencimentos, juntando isso com atuações no mercado à vista, o que seguraria cotações. Por isso, inclusive, os especialistas estimam que o dólar à vista recuará nos primeiros negócios, como sinalizava há instantes o dólar para dezembro negociado na BM&F, cotado a R$ 3,580, com queda de 0,61%. Para a definição da trajetória das cotações do dólar hoje, os operadores lembram que, além dos leilões de rolagem e do cenário político e econômico, contribui o fato de que estamos nos últimos dias do mês e o vencimento dos contratos futuros influencia o andamento dos negócios, muitas vezes afastando-o dos fundamentos do mercado. Enquanto isso, os clientes, principalmente os exportadores, afastam-se das mesas de operações. Além disso, o dólar chegou a um nível que tem sido considerado teto no período pós-eleitoral, o que poderia reforçar uma trajetória de queda nas cotações. LeilõesHoje, o Banco Central fará, das 12h às 13h, mais um leilão de até 17.500 contratos de swap cambial com três vencimentos diferentes. O volume financeiro dessa oferta é de cerca de US$ 800 milhões, de acordo com o BC. Serão ofertados até 8.400 contratos com vencimento em 3/2/2003; até 4.400 contratos com vencimento em 1/4/2003; e até 4.700 contratos com vencimento em 1/7/2003. O resultado final da operação será divulgado a partir das 14h30. A operação faz parte da rolagem do vencimento do próximo dia 2. Além disso, o BC realiza leilão de linha externa de US$ 200 milhões. A taxa de venda do leilão será a do boletim do BC das 10h30. O resultado da operação será divulgado a partir das 12h. A venda será liquidada em 3/12/2002 e a recompra será feita em 4/2/2003 com 63 dias corridos a partir de 3/12/2002. AberturaNa abertura dos negócios de hoje, às 10h04, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,5950, em queda de 0,42% em relação ao fechamento de ontem. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 22,650% ao ano, frente a 22,670% ao ano ontem.

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