JF Diorio/Estadão
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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Dólar fecha em R$ 4,07 com piora de moedas emergentes

Ibovespa ficou em queda, mas acima dos 100 mil pontos, e os juros futuros têm viés de alta refletindo a valorização do dólar

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2019 | 15h08
Atualizado 22 de agosto de 2019 | 18h38

No mercado de câmbio, o dólar recuou ante moedas fortes, mas ganhou força frente a divisas emergentes, movimento que respingou no real. Depois de uma queda pontual pela manhã, sob efeito do leilão de venda de dólares do Banco Central, a moeda americana operou em alta durante todo o dia e, com uma arrancada no final do pregão, fechou a R$ 4,0780, em alta de 1,19%.

Isso fez do real a divisa emergente que mais perdeu força ante a moeda americana. Na América do Sul, o peso argentino recuou um pouco frente ao dólar, mas seguiu sustentado por leilões do Banco Central da República Argentina (BCRA).

A moeda brasileira acompanhou de perto o enfraquecimento de moedas emergentes em meio à cautela antes do início do simpósio do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em Jackson Hole, nos Estados Unidos, que tem como destaque o discurso da próxima sexta-feira, 23, do presidente da instituição, Jerome Powell. Em entrevista nesta tarde, o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, atiçou ainda mais as expectativas pelo discurso de Powell ao afirmar que há riscos de desaceleração da economia americana, mas que gostaria de evitar tomar "passos adicionais na flexibilização" da política monetária.

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Passado o impacto do anúncio de novas privatizações pelo governo federal, que fez o Ibovespa subir 2% na última quarta-feira, 21, os ativos domésticos perderam força nesta quinta-feira. Além de um movimento típico de correção após momentos de euforia, pesou sobre o mercado local o clima de cautela no exterior, dada a expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve nos EUA.

Com perdas das ações de bancos e dos principais papéis chamado 'Kit privatização', à exceção da Eletrobras, o Ibovespa fechou em queda de 1,18%, aos 100.011,28 pontos, na mínima do pregão. Sem catalisador doméstico para alavancar os negócios, investidores preferiram embolsar lucros de curto prazo e ajustar posições, enquanto aguardam novos sinais sobre o rumo da taxa de juros americana.

Em meio à alta do dólar, os juros futuros intermediários e longos fecharam em alta moderada, enquanto as taxas de curtíssimo prazo encerraram estáveis. O IPCA-15 de agosto (0,08%) no piso das estimativas ratificou o ambiente benigno para a inflação e limitou o impacto da depreciação do real sobre a curva a termo.

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