Dólar fecha a 3,10 pesos na Argentina ao final de semana dura

Os argentinos viveram uma dura semana. A sexta-feira terminou com um desesperada corrida ao dólar, que encerrou o dia a 3,10 pesos, alta de 19,2% em relação ao fechamento de ontem. A ponta compradora fechou em 2,90 pesos, 6% a mais que quinta-feira. As filas começaram bem cedo em frente às casas de câmbio e duraram até o final do dia. O mercado reeditou todo tipo de boato: feriado cambial e bancário; renúncia do ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov; substituição do presidente do Banco Central; mudança no regime cambial, rescussitando a conversibilidade; e renúncia de Eduardo Duhalde. Neste clima, o presidente do BC, Mário Blejer, convocou os representantes dos principais bancos que operam no país para uma reunião emergencial. A reunião de última hora reforçou os rumores sobre o feriado na próxima semana. Assessores do Ministério de Economia informaram que no fim de semana novas medidas poderão ser anunciadas. Para complicar o cenário, no domingo está sendo convocada uma grande manifestação com panelaço, passeatas e concentração na Praça de Maio. O dia 24 é a data do aniversário do último golpe militar. O governo teme que haja violência; os piqueteiros (desempregados) e "caceloreiros" (moradores dos bairros que promovem os panelaços) pedirão a renúncia de Eduardo Duhalde. Leia o especial

Agencia Estado,

22 de março de 2002 | 17h49

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